| Jornal de Brasília |
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BEM ESTAR & SAÚDE
Visita ao médico deve ocorrer quando surgirem os sinais de mudança
A adolescência é sem dúvida o período em que ocorrem mais mudanças no corpo da menina que está entrando numa nova fase da vida, passando por intensas transformações físicas, biológicas e psicológicas. Este período é também o que promove infindáveis dúvidas, receios, medos, inseguranças nas adolescentes e, em alguns casos, até na mãe que não sabe ao certo quando, como e por que levar sua filha ao consultório ginecológico.
No entanto, a primeira visita ao ginecologista não precisa ser encarada como "um bicho de sete cabeças", mesmo porque, os problemas mais corriqueiros que chegam aos médicos são considerados simples e de fácil controle.
"Geralmente os principais problemas que levam as adolescentes ao ginecologista são atraso no aparecimento dos caracteres sexuais secundários ou da menstruação, distúrbios menstruais (hemorragia ou falta de menstruação), corrimentos (vulvovaginite) ou ainda, interesse sexual que a leva a procurar orientação e esclarecimento quanto ao ato sexual em si e ao uso de métodos anticoncepcionais", relata a ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo, Ivani Kehdi.
Normalmente as menstruações têm início entre 11 e 14 anos. O aparecimento das menstruações antes dos 9 anos é chamada de puberdade precoce, enquanto que, se a menstruação não ocorrer até os 14 anos, configura a menarca tardia, se esta menina não tiver o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, estamos diante de uma puberdade tardia.
"As mães devem se preocupar em conduzir suas filhas ao ginecologista nestas condições, pois temos de descartar várias causas ligadas ao desenvolvimento dos órgãos sexuais (congênitas ou genéticas) nos casos de puberdade tardia e causas irritativas ligadas ao Sistema Nervoso Central em meninas com puberdade precoce", ressalta Ivani.
Segundo a médica, de um modo geral, a mãe deve estar atenta a estas alterações no período entre 12 e 14 anos. "Nesta faixa de idade começam a ocorrer os sintomas decorrentes da menstruação como cólicas menstruais (dismenorréia) ou irregularidades menstruais que no início são esperadas, pois por dois ou três anos após a ocorrência da menarca, vários ciclos são anovulatórios (não ocorre ovulação) e então é comum e normal que as menstruações neste período sejam irregulares ou até apresentem falhas de dois ou três meses. Já quando as perdas sanguíneas são abundantes, podem levar a jovem à anemia e as causas devem ser investigadas e, posteriormente tratadas", salienta a especialista. |
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