O que é?
A presença de sangue no esperma dando-lhe um aspecto achocolatado ou mesmo avermelhado.
Como se desenvolve?
O sangue no esperma pode se originar na próstata e/ou nas vesículas seminais, secundário a processos infecciosos, tuberculose ou câncer. Os ductos ejaculatórios também podem ser a sede do sangramento devido a processos inflamatórios ou cálculos. Entretanto, na maioria das vezes, a hemospermia não tem uma explicação objetiva e nem significado clínico importante.
O que se sente?
Geralmente o que traz o paciente ao consultório é a alteração na cor do esperma. Com o uso mais difundido dos preservativos, há maior possibilidade do paciente checar o aspecto do seu esperma.
Os pacientes com hemospermia podem apresentar sintomas concomitantes visto que a mesma é assintomática. Ardência uretral, dificuldade de urinar e freqüência aumentada de micções levam a pensar que uma patologia prostática, vesical ou nas vesículas seminais possa estar por trás do problema. Outro grupo de pacientes é completamente assintomático tendo como única queixa a alteração na cor do esperma.
Como se faz o diagnóstico?
A história do paciente é típica. Raramente chega-se ao ponto de fazer um exame do conteúdo do esperma. Na avaliação do paciente devemos descartar o uso de ácido acetil-salicílico o qual altera a coagulação. Todo o paciente deve ser examinado do ponto de vista urológico principalmente os que apresentam sintomas paralelos.
Exames de urina, urocultura com antibiograma fazem parte da rotina diagnóstica. O exame mais importante na avaliação da hemospermia é a ecografia transretal a qual nos dará uma visão da anatomia das vesículas seminais, próstata e uretra prostática. Cálculos prostáticos ou de ductos ejaculadores, obstrução dos ductos deferentes e vesículas seminais, cistos prostáticos ou de condutos deferentes poderão aparecer como causa da hemospermia.
Como se trata?
O tratamento pode ser conservador com interrupção da atividade sexual por um breve período, evitar traumatismos sobre a próstata (períneo) como andar de bicicleta, moto ou fazer hipismo.
Drogas antiinflamatórias podem ser usadas com um efeito questionável. Inibidores do crescimento prostático têm sido usados ultimamente com relativo sucesso como a finasteride. Quando uma causa objetiva for encontrada deve ser tratada. Por exemplo, uma prostatite bacteriana pode ser causa de hemospermia. Nessa situação, antibióticos devem ser instituídos.
Como se previne?
Na maioria dos pacientes, a causa é desconhecida logo a prevenção fica comprometida.
Fonte: Medcentersul \ http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=550
Estamos aqui para ajudá-lo com seus problemas...resolvemos sua dúvida sobre saúde. Nossa equipe é composta por pessoas capazes de lhe ajudar em tudo!!
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Saiba o que é Uretrite, e algumas causas dela
Sintomas da uretrite
É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina.Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana).
Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.
As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível.
O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.
As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST.
Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma.
A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença.
Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.
Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem.
Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.
Font: http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=167
Dor na Relação Sexual? Saiba alguns Fatores
| Dor X Prazer Alguma coisa está errada se o ato sexual machuca e o desconforto toma o lugar do prazer. quem sente dor durante a relação precisa investigar se a causa tem a ver com problemas físicos ou emocionais. |
| Apesar de ser freqüente, a dor na hora do sexo não faz parte das principais queixas que chegam aos ginecologistas – esse sintoma não costuma ser o motivo da consulta. Também não é comentado espontaneamente por uma questão de pudor ou por não parecer um sinal de doença para grande parte das pacientes. Mas o problema acaba transparecendo durante o interrogatório médico, por trás de outras reclamações, ou no exame clínico, quando o desconforto fica evidente. Uma pesquisa nacional feita pelo ProSex – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo – aponta que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual. O nome dessa dor é dispareunia, um problema que pode ter inúmeras origens e que, por isso, nem sempre é fácil de se diagnosticar: a mulher pode ter cistos, tumores ou cicatrizes; mas o motivo às vezes é circunstancial, como uma irritação provocada por produtos químicos ou medicamentos. Segundo os especialistas, as causas mais comuns dessa disfunção sexual são as infecções pélvicas, a endometriose, as dificuldades de lubrificação e as questões de fundo psicológico. Confira como a dispareunia se manifesta em cada uma dessas situações: INFECÇÕES PÉLVICAS As doenças que irritam a mucosa que reveste o interior da vagina podem provocar ardor, sensação de queimação, coceira e dor. É o caso de algumas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como herpes, candidíase, vaginose bacteriana, clamídia e gonorréia, e de infecções das vias urinárias, como cistite. TRATAMENTO: a vagina saudável normalmente tem uma mucosa rósea e espessa. O médico vai investigar e tratar quando a mucosa estiver muito fina e pálida ou, ao contrário, avermelhada, com aspecto irritado, o que inevitavelmente causa dor. Aqui, o primeiro passo é combater o foco da infecção e, em um segundo estágio, recuperar as paredes vaginais com medicação adequada. ENDOMETRIOSE O endométrio é uma mucosa que reveste o útero, um tecido fininho como o dos lábios. Mensalmente, essa camada descama quando a mulher menstrua e, logo em seguida, volta a se recompor, renovando todo o interior da cavidade uterina. A inflamação dessas células é um problema comum – uma das principais causas de infertilidade feminina –, e quase sempre acontece dentro do próprio útero. Mas é possível que partes desse tecido migrem para fora do útero e se fixem nos ovários, no colo do útero ou na região das trompas, configurando a chamada endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e dolorido – é por isso que a mulher com endometriose sente dor quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina. TRATAMENTO: o procedimento varia, dependendo do grau (de 1 a 4) de endometriose e do momento de vida da mulher. Se a paciente tem mais de 35 anos, já tem filhos e está com endometriose nos ovários, muitos médicos podem sugerir uma solução radical, como a retirada dos ovários ou do útero.Em mulheres mais jovens, porém, os pontos afetados pela endometriose podem ser cauterizados por meio de laparoscopia. Nesses casos também é comum recorrer a remédios que inibem a menstruação – sem esse estímulo, os focos de endometriose murcham, aliviando a dor. Trata-se de uma trégua temporária – só um intervalo –, já que a doença não tem cura e a única solução é a cirurgia. TENSÃO Ao contrair exageradamente a musculatura do períneo -o osso que fica entre a vagina e o ânus-, dificultando a entrada e a movimentação do pênis, a mulher acaba propiciando um quadro típico de vaginismo, problema de fundo emocional na maior parte dos casos. O bloqueio pode ser fruto de temores ligados à idéia da penetração, e leva muitas pacientes a desenvolver um tipo de tensão crônica. Em alguns casos, porém, a tensão não é a principal culpada da história: talvez seja só uma reação à dor que já existe por causa de outros problemas. Por exemplo: uma inflamação local pode tornar a relação sexual desagradável, fazendo com que a mulher tensione a vagina num ato involuntário de defesa contra a dor. TRATAMENTO: as questões emocionais sempre têm forte influência nos quadros de dispareunia, mesmo quando elas agem como um fator associado e não como motivo principal da dor. Mas, quando a causa é 100% emocional, é melhor substituir o ginecologista pelo psicólogo. Com a ajuda desse profissional o problema ganha outra abordagem: com tempo e uma compreensão mais ampla, a mulher pode superar seus medos e se entregar ao ato físico com o relaxamento natural e necessário. LUBRIFICAÇÃO É o resultado direto da excitação. Nessa fase, acontece um aumento da concentração de sangue na vagina, o que estimula a secreção de muco através das glândulas do colo cervical e da mucosa vaginal. Assim, se a mulher não está suficientemente lubrificada, a relação vai ser desconfortável. As causas desse problema variam: a mais comum é a queda da produção hormonal, que acontece durante a menopausa, fazendo com que a vagina perca elasticidade; mas a secura vaginal também pode ter a ver com falta de libido, amamentação, uso excessivo de absorventes internos ou, ainda, ser um efeito colateral de medicamentos específicos. TRATAMENTO: dependendo do caso, o médico pode recomendar o uso de lubrificantes locais que facilitam o ato sexual. Às vezes, a solução é a reposição hormonal (no caso da menopausa). E, em outras situações, o ginecologista pode sugerir ajuda psicológica: essa é a melhor indicação quando a falta de lubrificação estiver ligada a problemas com a libido.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Dia Mundial de Combate a AIDS
FALTAM APENAS 40 DIAS PARA O DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS
O dia 1 de dezembro foi escolhido como Dia Mundial de combate à AIDS, quando o mundo une forças para a conscientização sobre esta doença. Desde o final dos anos 80, o Dia Mundial de combate à AIDS vigora no calendário de milhares de pessoas ao redor do mundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao final de 2007, 33 milhões de pessoas conviviam com o vírus do HIV, sendo que, diariamente, surgem 7.500 novos casos.
No Brasil, desde 1980 a junho de 2007, foram registrados mais de 470 mil casos, segundo o Ministério da Saúde.
Muito importante: Não Utilize apenas este dia para o Combate do virus.
domingo, 11 de julho de 2010
O MEU RENASCIMENTO
Caros amigos leitores, eu estive ausente por alguns dias devido ao meu trabalho e tbm a minha passagem da morte para a Vida, veja o meu relato.
Na Quarta-Feira 07/07/10 eu estava em estado de gripe e com febre devido a isto eu tomei dois medicamentos onde cada um combate cada sintoma, que foi o Diclof...... e o Dipir......., sendo q estes sempre foram receitados pra mim pelos médicos desde a infância, após ingerido ambos as 14:00hs dentro de 30 a 40 minutos meu peito começava a doer voltei ao meu serviço do meu horário de almoço e lá comecei a ficar pior, comecei a inchar, empolorar, e e ter perda de VOZ.
O pessoal do serviço me levou rapidamente ao PS, onde q até msm mtos desconfiam do tratamento médico, chegando lá, estava com uma pressão Arterial de 18 \ 12, me colocaram num tubo de oxigênio, onde estava começando a ter uma parada cárdio-respiratória e perdendo os sentidos, depois aplicaram 2 adrenalinas em mim para q eu volta-se em sí, e 1 anti-alérgico Ferne...., passados 1 Hs, o reação alérgica voltou a Pior, tendo novamente a necessidade de aplicar mais uma adrenalina, e mais um anti-alérgico e durante todo esse processo eu estava recebendo soro.Fui sair do PS na Quinta-Feira 08/07/10 às 06:30Hs.
CAROS Leitores caso vc ingira algum medicamento q começa a sentir alguns sintomas tipo dor no Peito, ou qualquer outro sintoma na qual vc não é relacionado ao Medicamento, vá o mais rápido no PS ou até msm Hospital, pois assim você estará a salvo.
Os nomes dos medicamentos mencionados aqui, não é pra se dizer q todas as pessoas podem ter estas reações alérgicas, mas existe pessoas sim que são alérgicas e aquelas pessoas que não são, e tem pessoas a mesmo que sempre havia ingerido o medicamento depois de um tempo poderá tbm sofrer alguma reação alérgica como foi o meu caso.
Eu a partir do dia 07/07/10 não poderei ingerir nenhum medicamento q tenha a msm composição do diclof...... e da dipir....... devido aos meus relatos.
CUIDADO COM OS MEDICAMENTOS POR PRESCRIÇÃO PRÓPRIA.
Eu realmente Morri, mas Deus foi maior e me trouxe de volta.
DEUS É AMOR.
Na Quarta-Feira 07/07/10 eu estava em estado de gripe e com febre devido a isto eu tomei dois medicamentos onde cada um combate cada sintoma, que foi o Diclof...... e o Dipir......., sendo q estes sempre foram receitados pra mim pelos médicos desde a infância, após ingerido ambos as 14:00hs dentro de 30 a 40 minutos meu peito começava a doer voltei ao meu serviço do meu horário de almoço e lá comecei a ficar pior, comecei a inchar, empolorar, e e ter perda de VOZ.
O pessoal do serviço me levou rapidamente ao PS, onde q até msm mtos desconfiam do tratamento médico, chegando lá, estava com uma pressão Arterial de 18 \ 12, me colocaram num tubo de oxigênio, onde estava começando a ter uma parada cárdio-respiratória e perdendo os sentidos, depois aplicaram 2 adrenalinas em mim para q eu volta-se em sí, e 1 anti-alérgico Ferne...., passados 1 Hs, o reação alérgica voltou a Pior, tendo novamente a necessidade de aplicar mais uma adrenalina, e mais um anti-alérgico e durante todo esse processo eu estava recebendo soro.Fui sair do PS na Quinta-Feira 08/07/10 às 06:30Hs.
CAROS Leitores caso vc ingira algum medicamento q começa a sentir alguns sintomas tipo dor no Peito, ou qualquer outro sintoma na qual vc não é relacionado ao Medicamento, vá o mais rápido no PS ou até msm Hospital, pois assim você estará a salvo.
Os nomes dos medicamentos mencionados aqui, não é pra se dizer q todas as pessoas podem ter estas reações alérgicas, mas existe pessoas sim que são alérgicas e aquelas pessoas que não são, e tem pessoas a mesmo que sempre havia ingerido o medicamento depois de um tempo poderá tbm sofrer alguma reação alérgica como foi o meu caso.
Eu a partir do dia 07/07/10 não poderei ingerir nenhum medicamento q tenha a msm composição do diclof...... e da dipir....... devido aos meus relatos.
CUIDADO COM OS MEDICAMENTOS POR PRESCRIÇÃO PRÓPRIA.
Eu realmente Morri, mas Deus foi maior e me trouxe de volta.
DEUS É AMOR.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O exercício físico potencializa ou compromete a estatura de crianças e adolescentes? Mito ou verdade?
A sociedade atual tem valorizado de forma significativa a aparência alta e esbelta. Essa constituição física tem sido reforçada desde a infância e atinge a população adolescente, que deseja enquadrar-se nos estereótipos, particularmente aqueles veiculados pela mídia.
Nesse sentido, profissionais de saúde são questionados rotineiramente sobre os efeitos positivos que o exercício físico exerce sobre o crescimento longitudinal (estatura) de crianças e adolescentes. Este estudo revisou a literatura especializada a respeito dos principais efeitos que o exercício físico exerceria sobre a secreção e atuação do hormônio de crescimento (GH) nos diversos tecidos corporais, durante a infância e adolescência.
Através dessa revisão, foi possível verificar que o exercício físico induz a estimulação do eixo GH/IGF-1, o qual favorece o crescimento. Embora muito se especule quanto ao crescimento ósseo ser potencializado pela prática de exercícios físicos, não foram encontrados na literatura científica específica estudos bem desenvolvidos que forneçam sustentação a essa afirmação.
No tocante aos efeitos adversos advindos do treinamento físico durante a infância e adolescência, aparentemente, esses foram independentes do tipo de esporte praticado, porém resultantes da intensidade do treinamento. A alta intensidade do treinamento parece ocasionar uma modulação metabólica importante, com a elevação de marcadores inflamatórios e a supressão do eixo GH/IGF-1, dificultando o crescimento.
Entretanto, é importante ressaltar que a própria seleção esportiva, em algumas modalidades, recruta crianças e/ou adolescentes com perfis genéticos de menor estatura, como estratégia para obtenção de melhores resultados, em função da facilidade mecânica dos movimentos. Através dessa revisão, fica evidente a necessidade de realização de estudos longitudinais, nos quais os sujeitos sejam acompanhados antes, durante e após sua inserção nas atividades esportivas, com determinação do volume e da intensidade dos treinamentos, para que conclusões definitivas relativas aos efeitos sobre a estatura final possam ser emanadas.
Fonte:Rev Bras Med Esporte(2004).
domingo, 2 de maio de 2010
Especialistas esclarecem boatos sobre vacina contra a gripe A
Mensagens anônimas que circulam na internet assustam e põem em dúvida a população
Mariana Ortiga | mariana.ortiga@diario.com.br
Quando o vírus da gripe A surgiu no ano passado, muitos boatos apareceram junto com ele. Agora, os rumores chegam por e-mail e dizem respeito à vacinação, por enquanto aplicada em profissionais da saúde e indígenas.
Uma mensagem anônima que circula na internet desde a semana passada assusta e põe em dúvida a população, mas especialistas garantem que a vacina é segura. A mensagem eletrônica afirma que o medicamento possui substâncias capazes de provocar de autismo entre crianças a problemas no sistema imunológico humano.
Além disso, o e-mail sugere uma armação entre autoridades de saúde e fabricantes da vacina para ter lucro com a aplicação, feita gratuitamente pelo governo em determinados grupos.
Irresponsabilidade
Cansada de mensagens do tipo, a vice-presidente nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, classificou o alerta como "irresponsável". Ela disse que as vacinas já foram usadas nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo Isabella, não houve registro de mortes nem de efeitos colaterais graves até agora.
Especialistas na área acham que é natural as pessoas terem dúvidas diante do excesso de críticas ao medicamento recebidas pela rede mundial de computadores, mas ressaltam que não há perigo.
A médica Susana Dalcastagne, e as enfermeiras Priscila Tramontina e Renata Machado não pensaram duas vezes antes de receber a dose. Por falta de tempo não vacinaram-se no primeiro dia, mas no segundo. Elas garantem que não se sentem diferentes e que não tiveram nem reação no local da aplicação.
Indígenas não apresentaram efeitos colaterais
Na população indígena, das 9,3 mil pessoas que serão vacinadas no Estado, metade já havia tomado a dose na semana passada. Não há notificação referente a problemas em consequência da vacina, de acordo com a responsável pela imunização da Funasa, Janete Ambrósio.
A última avaliação realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2009, registrou que os efeitos provocados pela vacina são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas.
— Penso que a polêmica começou em função do uso de substâncias na vacina como o timerosal, que é um derivado do mercúrio. Na França, desde o ano 2000, a Agência Francesa de Medicamento recomenda que ela não seja usada, mas há permissão da OMS por causa da pandemia. Tanto os governos quanto as indústrias se anteciparam para fazer a vacina contra um vírus que não é perigoso como se imaginava — comenta a doutora em microbiologia, Andréa de Lima Pimenta.
Especialistas tiram dúvidas
1. A vacina H1N1 contém mercúrio — a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio. O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio. A substância em outras vacinas está ligada à epidemia de autismo entre crianças.
O que dizem os especialistas: há um derivado do mercúrio na vacina, o timerosal, usado para conservar o medicamento. Como a quantidade é pequena, não há registros de danos ao corpo. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas alérgicas à substância consultem um médico. Pesquisas recentes não confirmam associação entre a substância e o autismo.
2. Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!
Especialistas: assim como o derivado de mercúrio, o esqualeno é um componente comum em vacinas. Segundo o Ministério da Saúde, ele é um complemento alimentar retirado do fígado do tubarão e não oferece risco para o sistema imunológico.
3. Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!
Especialistas: não há esse tipo de células na vacina. Usou-se células animais em vacinas que estão saindo do mercado, como a antirrábica, mas sem nenhuma relação com câncer.
4. O governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina.
Especialistas: quando há dúvida sobre uma medicação, ela não é liberada. O Ministério da Saúde não assinou nenhum termo de imunidade judicial com empresas. Elas são responsáveis pelos produtos que fabricam.
5. A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo prazo não são conhecidos.
Especialistas: a entrada foi acelerada, mas isso não quer dizer que a vacina não seja segura. A medicação é semelhante à usada na prevenção da gripe comum. A principal diferença é que o vírus morto usado é o do H1N1.
6. Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína. As pessoas começaram a morrer ou ficaram inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína.
Especialistas: na ocasião, houve casos de gripe A entre recrutas americanos. Eles tomaram a vacina e, em alguns casos, houve complicações, interrompendo a campanha. O que se ressalta é que a vacina de hoje não é a mesma e não tem registros de problemas até agora.
7. As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 não são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos), e esses testes não são confiáveis.
Especialistas: ao contrário, médicos e outros profissionais da saúde tentam amenizar o medo da população, ressaltando que a gripe A é apenas uma variação da gripe comum.
8. De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação.
Especialistas: a maioria das pessoas que adoecem realmente se recuperam bem. A vacinação tenta impedir que os grupos considerados de risco, como as gestantes, tenham prejuízos à saúde, como ocorreu no inverno passado.
Fontes: Ministério da Saúde, infectologista Gustavo de Araújo Pinto e a doutora em microbiologia Andréa de Lima Pimenta.
Uma mensagem anônima que circula na internet desde a semana passada assusta e põe em dúvida a população, mas especialistas garantem que a vacina é segura. A mensagem eletrônica afirma que o medicamento possui substâncias capazes de provocar de autismo entre crianças a problemas no sistema imunológico humano.
Além disso, o e-mail sugere uma armação entre autoridades de saúde e fabricantes da vacina para ter lucro com a aplicação, feita gratuitamente pelo governo em determinados grupos.
Irresponsabilidade
Cansada de mensagens do tipo, a vice-presidente nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, classificou o alerta como "irresponsável". Ela disse que as vacinas já foram usadas nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo Isabella, não houve registro de mortes nem de efeitos colaterais graves até agora.
Especialistas na área acham que é natural as pessoas terem dúvidas diante do excesso de críticas ao medicamento recebidas pela rede mundial de computadores, mas ressaltam que não há perigo.
A médica Susana Dalcastagne, e as enfermeiras Priscila Tramontina e Renata Machado não pensaram duas vezes antes de receber a dose. Por falta de tempo não vacinaram-se no primeiro dia, mas no segundo. Elas garantem que não se sentem diferentes e que não tiveram nem reação no local da aplicação.
Indígenas não apresentaram efeitos colaterais
Na população indígena, das 9,3 mil pessoas que serão vacinadas no Estado, metade já havia tomado a dose na semana passada. Não há notificação referente a problemas em consequência da vacina, de acordo com a responsável pela imunização da Funasa, Janete Ambrósio.
A última avaliação realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2009, registrou que os efeitos provocados pela vacina são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas.
— Penso que a polêmica começou em função do uso de substâncias na vacina como o timerosal, que é um derivado do mercúrio. Na França, desde o ano 2000, a Agência Francesa de Medicamento recomenda que ela não seja usada, mas há permissão da OMS por causa da pandemia. Tanto os governos quanto as indústrias se anteciparam para fazer a vacina contra um vírus que não é perigoso como se imaginava — comenta a doutora em microbiologia, Andréa de Lima Pimenta.
Especialistas tiram dúvidas
1. A vacina H1N1 contém mercúrio — a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio. O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio. A substância em outras vacinas está ligada à epidemia de autismo entre crianças.
O que dizem os especialistas: há um derivado do mercúrio na vacina, o timerosal, usado para conservar o medicamento. Como a quantidade é pequena, não há registros de danos ao corpo. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas alérgicas à substância consultem um médico. Pesquisas recentes não confirmam associação entre a substância e o autismo.
2. Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!
Especialistas: assim como o derivado de mercúrio, o esqualeno é um componente comum em vacinas. Segundo o Ministério da Saúde, ele é um complemento alimentar retirado do fígado do tubarão e não oferece risco para o sistema imunológico.
3. Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!
Especialistas: não há esse tipo de células na vacina. Usou-se células animais em vacinas que estão saindo do mercado, como a antirrábica, mas sem nenhuma relação com câncer.
4. O governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina.
Especialistas: quando há dúvida sobre uma medicação, ela não é liberada. O Ministério da Saúde não assinou nenhum termo de imunidade judicial com empresas. Elas são responsáveis pelos produtos que fabricam.
5. A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo prazo não são conhecidos.
Especialistas: a entrada foi acelerada, mas isso não quer dizer que a vacina não seja segura. A medicação é semelhante à usada na prevenção da gripe comum. A principal diferença é que o vírus morto usado é o do H1N1.
6. Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína. As pessoas começaram a morrer ou ficaram inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína.
Especialistas: na ocasião, houve casos de gripe A entre recrutas americanos. Eles tomaram a vacina e, em alguns casos, houve complicações, interrompendo a campanha. O que se ressalta é que a vacina de hoje não é a mesma e não tem registros de problemas até agora.
7. As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 não são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos), e esses testes não são confiáveis.
Especialistas: ao contrário, médicos e outros profissionais da saúde tentam amenizar o medo da população, ressaltando que a gripe A é apenas uma variação da gripe comum.
8. De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação.
Especialistas: a maioria das pessoas que adoecem realmente se recuperam bem. A vacinação tenta impedir que os grupos considerados de risco, como as gestantes, tenham prejuízos à saúde, como ocorreu no inverno passado.
Fontes: Ministério da Saúde, infectologista Gustavo de Araújo Pinto e a doutora em microbiologia Andréa de Lima Pimenta.
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terça-feira, 20 de abril de 2010
AOS USUÁRIOS DE PCs. "Síndrome da Visão do Computador = Cansaço "
Brasileiros batem recorde de tempo de navegação na internet. É preciso observar alguns cuidados com os olhos para navegar por tanto tempo.
O brasileiro ficou em média 21 horas e 44 minutos navegando na internet, em abril de 2007,e bateu o recorde histórico de tempo de acesso desde que a pesquisa do Ibope/ NetRatings começou a ser feita, em setembro de 2000. Os 25 milhões de brasileiros que acessam a internet de casa navegaram 49 minutos a mais do que em março, aumento de 3,9%. A pesquisa revelou também que os sites mais visitados pelos brasileiros foram MSN/ Windows Live (79,5%), Google (68,4%) e Microsoft (91,2%).
Com tanto tempo de navegação em casa somado ao uso do computador no escritório, é comum que surjam queixas como dor de cabeça, olhos cansados, olhos secos, visão embaçada... "Todos estes sintomas estão associados à 'Síndrome da Visão de Computador', que não existe do ponto de vista científico. Na verdade, o uso do computador leva ao cansaço da visão, da mesma forma que a leitura prolongada de um livro", explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.
"O cansaço é uma reação natural dos olhos à tensão a que são submetidos, já que o usuário precisa forçá-los constantemente para conseguir foco e enxergar imagens bem definidas a partir de pontos minúsculos chamados pixels", explica Centurion. Juntamente com a tendinite, causada pela repetição de movimentos do mouse e no teclado, a Síndrome da Visão de Computador é uma das características da força de trabalho moderna.
Agravantes do problema
O ambiente e as condições de trabalho – ar-condicionado muito forte e luz inadequada, por exemplo – influem de maneira significativa nas alterações do filme lacrimal. A Síndrome do Olho Seco está diretamente relacionada à variação no número de piscadas durante o período de uso. "O número normal de piscadas de um indivíduo está entre 15 a 20 piscadas por segundo, mas cai de 10% a 30% durante o trabalho", destaca a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.
Essa diferença no número de piscadas é uma das causas para a maior evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular. "Um portador de olho seco pode ter a condição extremamente exacerbada pelo uso excessivo do computador", destaca Sandra Alice. Piscar é fundamental, pois faz a troca do filme lacrimal, uma película de lágrima que fica sobre a córnea, responsável pela manutenção da umidade dos olhos, indispensável para uma boa visão. A médica recomenda uma pausa de pelo menos 10 minutos a cada hora trabalhada, para que o profissional relaxe e volte a piscar normalmente.
Os sintomas da fadiga visual também costumam aparecer naqueles que ficam muitas horas jogando vídeo game e nas pessoas que necessitam de óculos em atividades que exigem esforço visual, mas que acabam não usando as lentes. "É recomendável piscar mais os olhos também quando a pessoa assiste a um filme no cinema ou na TV", recomenda a médica.
Além dos sintomas de olho seco, as longas horas diante do monitor provocam o cansaço da visão, cientificamente conhecido como astenopia. Já o foco prolongado causa sintomas como dor-de-cabeça frontal, episódios de embaçamento e desconforto visual. "A posição do monitor também pode afetar a exposição do olho. O ideal é que o monitor fique um pouco abaixo da linha dos olhos, forçando as pálpebras superiores a diminuir a área de exposição", recomenda a oftalmologista.
Como amenizar os efeitos
Os efeitos do uso do computador sobre a visão já são tão marcantes que foi criada uma área da ciência multidisciplinar para estudá-los, chamada Ergoftalmologia, cujo foco é propor um melhor relacionamento entre a visão e o trabalho. No dia-a-dia, entretanto, bom senso e algumas medidas simples podem poupar os olhos de quem passa horas diante da tela do computador. Veja as recomendações da equipe de Oftalmologia do IMO:
* Um bom começo é diagnosticar as causas para a Síndrome da Visão de Computador e eliminá-las do local de trabalho;
* Portadores da Síndrome do Olho Seco não devem esquecer das lágrimas artificiais, que ajudam a manter os olhos lubrificados durante o dia;
* Quem tem desconforto visual ou dor de cabeça deve fazer pausas durante o período de utilização do computador, olhando para um ponto no horizonte, a uma distância de pelo menos 6 metros. Essa medida proporciona o relaxamento do músculo da acomodação;
* É preciso evitar ventilador ou ar condicionado direto sobre o rosto quando se está no computador;
* É recomendável o uso de proteção de tela para controlar a luminosidade e que a posição da máquina esteja na altura ou um pouco abaixo da linha dos olhos, nunca acima. Caso o equipamento fique acima dos olhos, ocorre um aumento da fenda palpebral, o que, além da lágrima evaporar mais rapidamente, causa uma exposição maior dos olhos;
* Para aqueles que utilizam lentes de contato e trabalham com computador em ambientes com ar condicionado, é necessário fazer uso de colírio lubrificante para amenizar os sintomas da fadiga visual, pois serão comuns ardência, olhos vermelhos, irritação e secura;
* O usuário de computador deve fazer consultas oftalmológicas, periodicamente, e evitar a automedicação para resolver o mal estar causado pela vista cansada.
Com tanto tempo de navegação em casa somado ao uso do computador no escritório, é comum que surjam queixas como dor de cabeça, olhos cansados, olhos secos, visão embaçada... "Todos estes sintomas estão associados à 'Síndrome da Visão de Computador', que não existe do ponto de vista científico. Na verdade, o uso do computador leva ao cansaço da visão, da mesma forma que a leitura prolongada de um livro", explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.
"O cansaço é uma reação natural dos olhos à tensão a que são submetidos, já que o usuário precisa forçá-los constantemente para conseguir foco e enxergar imagens bem definidas a partir de pontos minúsculos chamados pixels", explica Centurion. Juntamente com a tendinite, causada pela repetição de movimentos do mouse e no teclado, a Síndrome da Visão de Computador é uma das características da força de trabalho moderna.
Agravantes do problema
O ambiente e as condições de trabalho – ar-condicionado muito forte e luz inadequada, por exemplo – influem de maneira significativa nas alterações do filme lacrimal. A Síndrome do Olho Seco está diretamente relacionada à variação no número de piscadas durante o período de uso. "O número normal de piscadas de um indivíduo está entre 15 a 20 piscadas por segundo, mas cai de 10% a 30% durante o trabalho", destaca a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.
Essa diferença no número de piscadas é uma das causas para a maior evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular. "Um portador de olho seco pode ter a condição extremamente exacerbada pelo uso excessivo do computador", destaca Sandra Alice. Piscar é fundamental, pois faz a troca do filme lacrimal, uma película de lágrima que fica sobre a córnea, responsável pela manutenção da umidade dos olhos, indispensável para uma boa visão. A médica recomenda uma pausa de pelo menos 10 minutos a cada hora trabalhada, para que o profissional relaxe e volte a piscar normalmente.
Os sintomas da fadiga visual também costumam aparecer naqueles que ficam muitas horas jogando vídeo game e nas pessoas que necessitam de óculos em atividades que exigem esforço visual, mas que acabam não usando as lentes. "É recomendável piscar mais os olhos também quando a pessoa assiste a um filme no cinema ou na TV", recomenda a médica.
Além dos sintomas de olho seco, as longas horas diante do monitor provocam o cansaço da visão, cientificamente conhecido como astenopia. Já o foco prolongado causa sintomas como dor-de-cabeça frontal, episódios de embaçamento e desconforto visual. "A posição do monitor também pode afetar a exposição do olho. O ideal é que o monitor fique um pouco abaixo da linha dos olhos, forçando as pálpebras superiores a diminuir a área de exposição", recomenda a oftalmologista.
Como amenizar os efeitos
Os efeitos do uso do computador sobre a visão já são tão marcantes que foi criada uma área da ciência multidisciplinar para estudá-los, chamada Ergoftalmologia, cujo foco é propor um melhor relacionamento entre a visão e o trabalho. No dia-a-dia, entretanto, bom senso e algumas medidas simples podem poupar os olhos de quem passa horas diante da tela do computador. Veja as recomendações da equipe de Oftalmologia do IMO:
* Um bom começo é diagnosticar as causas para a Síndrome da Visão de Computador e eliminá-las do local de trabalho;
* Portadores da Síndrome do Olho Seco não devem esquecer das lágrimas artificiais, que ajudam a manter os olhos lubrificados durante o dia;
* Quem tem desconforto visual ou dor de cabeça deve fazer pausas durante o período de utilização do computador, olhando para um ponto no horizonte, a uma distância de pelo menos 6 metros. Essa medida proporciona o relaxamento do músculo da acomodação;
* É preciso evitar ventilador ou ar condicionado direto sobre o rosto quando se está no computador;
* É recomendável o uso de proteção de tela para controlar a luminosidade e que a posição da máquina esteja na altura ou um pouco abaixo da linha dos olhos, nunca acima. Caso o equipamento fique acima dos olhos, ocorre um aumento da fenda palpebral, o que, além da lágrima evaporar mais rapidamente, causa uma exposição maior dos olhos;
* Para aqueles que utilizam lentes de contato e trabalham com computador em ambientes com ar condicionado, é necessário fazer uso de colírio lubrificante para amenizar os sintomas da fadiga visual, pois serão comuns ardência, olhos vermelhos, irritação e secura;
* O usuário de computador deve fazer consultas oftalmológicas, periodicamente, e evitar a automedicação para resolver o mal estar causado pela vista cansada.
Crianças também têm queda de cabelo
Publicado por Marcos Vinhal Campos
Segundo o médico tricologista Dr. Ademir Jr., as crianças também sofrem com a queda de cabelos. Ele afirma que apesar de não ser algo tão frequente, quando ela se manifesta, torna-se motivo de muita ansiedade por parte da própria criança em seu meio social, assim como dos pais.
“As principais causas de quedas capilares em crianças estão, geralmente, relacionadas ao estresse. É o caso do eflúvio telógeno e da alopecia areata, ambos comum em adultos. Estas quedas ocorrem normalmente após algum período de dificuldade para a criança, fazendo com que os cabelos caiam de forma difusa ou localizada”, diz o tricologista.
Dr. Ademir explica que quando ocorre de forma difusa, muitas vezes pode passar despercebida clinicamente e costuma se resolver sem tratamento depois de algum tempo. “Porém, quando se trata da alopecia areata, ou seja, localizada, formando placas arredondadas ou elípticas de áreas sem fios e com cabelos que se soltam em chumaços, o quadro se demonstra física e psiquicamente mais sério”.
A explicação do médico é que a alopecia areata infantil também tende a ser mais resistente a tratamentos, principalmente quando os pacientes têm histórico de alergias prévias (de pele, ou respiratórias – rinite e asma), conhecidos como pacientes atópicos. “Casos mais complicados podem ocorrer com a ampliação e confluência das placas de alopecia, como o desenvolvimento do acometimento de todo o couro cabeludo e, em situações mais complicadas, com o comprometimento de todos os pêlos do corpo”, afirma o médico.
Dr. Ademir alerta que os pais devem sempre estar atentos e, ao perceber quaisquer modificações na quantidade de cabelos que a criança perde ou o aparecimento de áreas calvas no couro cabeludo, precisam procurar um especialista sem perda de tempo. Ele ainda completa que de um modo geral, quando o tratamento se inicia logo que o problema é diagnosticado, o comprometimento se torna menor e os resultados costumam ser mais efetivos.
Segundo o tricologista, ainda há as perdas de cabelo pelo próprio arrancamento dos fios pelo paciente, conhecida como tricotilomania, um distúrbio que deve ser acompanhado pelo dermatologista em conjunto com o profissional de apoio psicológico (psicólogo ou psiquiatra), e as genodermatoses. “Estas últimas fazem com que os pacientes manifestem logo ao nascimento ou algum tempo depois distúrbios de anormalidade dos fios que os tornam mais fracos e quebradiços”.
Ele sugere que os pacientes de qualquer faixa etária, ao menor sinal de quedas capilares procurem um profissional especialista em cabelos (tricologista) ou um dermatologista para o diagnóstico adequado e instituição de tratamento precoce. “Nas crianças, em virtude de todo o comprometimento que as perdas capilares podem acompanhar no seu desenvolvimento psíquico, esta atenção precisa ser redobrada”, afirma Dr. Ademir.
Fonte
Ademir Jr. (CRM 92.693) – Médico dermatologista especialista em tricologia (medicina capilar) pela Internacional Association of Trichologists. Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Termalismo, e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Presidente do Grupo de Apoio a Portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos – GAPSOP. Professor de Anatomia e Fisiologia da pele no curso de Pós-Graduação em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz – SP/SP. Autor dos Livros: “Socorro, estou ficando careca”, publicado pela Editora MG em 2005, “Tem alguma coisa errada comigo - Como entender, diagnosticar e tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos”, publicado pela Editora MG em 2004 e “É outono para meus cabelos - histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar”, editado pela Editora Summus.
www.ademirjr.com.br – Tel (11) 3864-3967 / (11) 9495-4159
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Mais informações
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Denise Bispo e Patrícia Kishimoto
(11) 5532-0987 / 5531-7662
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Adolescência e as primeiras experiências sexuais
- Sexualidade é Vida
"A adolescência chega e muitas vezes com ela as primeiras experiências sexuais. Nem todo mundo sabe, mas o despertar da sexualidade nada tem a ver com a genitalidade, normalmente acentuada nesta fase da vida. Quando o ser humano nasce, já começa a desenvolver sua própria sexualidade. Entretanto, em uma sociedade que erotizou o sexo, incentivando sua prática a qualquer custo, as pessoas perderam o referencial. Muitas acreditam que os únicos riscos do sexo são físicos, como uma gravidez indesejada ou a contaminação pelo vírus HIV. Os especialistas, no entanto, alertam que viver plenamente as experiências sexuais pode trazer outros problemas: traumas que, sem tratamento adequado, serão carregados por toda vida".
Sexualidade é Vida
A sexualidade será sempre a associação da própria genitalidade, do carinho, do afeto, do amor e, principalmente, da comunicação. Nem sempre, sua manifestação se dará entre amantes. "De maneira alguma, a sexualidade quer dizer apenas a relação sexual, a penetração ou a simples preocupação com os genitais. Ela é algo mais amplo, que passa a existir com o nascimento do indivíduo. Sexualidade significa vida", esclarece o Dr. Leonardo Goodson, ginecologista com especialidade em Sexualidade Humana.
Sexo e Idade
O médico explica que as características dessa sexualidade são variadas conforme a idade. Nas crianças com idades entre zero e 18 meses, começa o processo de aprendizagem da identidade homem/mulher e dos papéis sexuais. "Neste período, a criança passa a lidar com a representação cultural do que é ser homem ou mulher. É nessa fase que o bebê começa a experimentar o próprio corpo e a ter as primeiras experiências sexuais, ganhando intimidade e confiança principalmente com a própria mãe", explica o ginecologista.
A apreciação e o exame dos próprios genitais ocorre entre os 18 meses e os três anos de idade. Depois disto, até os quatro anos, a criança tem sua própria explicação sobre a origem dos bebês, sendo capaz de assimilar atitudes sexuais - negativas ou positivas - do meio onde vive. Entre cinco e seis anos, a criança apresenta idéias fantásticas de como os bebês são gerados. É neste período, que o outro começa a ser incluído nos jogos sexuais. "A partir dos sete anos, apesar do interesse em assuntos sexuais, a criança fica retraída com os contatos mais íntimos. Mesmo assim, mantém brincadeiras sexuais com crianças do mesmo sexo", lembra o médico.
Adolescência
As profundas transformações da puberdade começam aos 10 anos, quando a criança conhece também a prática da masturbação. A partir de então, acentua-se o desejo de relacionamento com o outro. O Dr. Leonardo Goodson explica que, normalmente, os adolescentes com 14 anos têm um amigo íntimo e canalizam o erótico para histórias, confidências e piadas. Com 15 anos, ocorre a abertura para a heterossexualidade e o adolescente começa a ter sua identidade sexual afirmada. "Dos 17 aos 23 anos, essa identidade é consolidada e o jovem passa a ter um objeto amoroso único, com quem mantém intercâmbio amoroso. Neste período, ele passa a dar e a receber", detalha o Dr. Goodson.
É a partir da adolescência que o jovem começa a se preocupar com os riscos trazidos pela Aids. A desinformação costuma reforçar os preconceitos. Segundo o Grupo pela Vida, do Rio de Janeiro, algumas situações vividas entre duas pessoas não trazem ameaça de contaminação pelo vírus HIV. Trocar beijos e carícias; apertar as mãos; ter contato com suor, lágrima e saliva; usar os mesmos pratos, talheres, copos, vasos sanitários ou assentos; não significam riscos. "A preocupação é justificável, mas nos esquecemos que a convivência com um soropositivo pode ser saudável, sem que nos tornemos preconceituosos", alerta o médico.
Riscos Orgânicos e Prevenção
A Aids não é o único risco trazido com o início de uma vida sexual ativa, apesar de ser o mais temido. A gravidez indesejada e a contaminação por outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) também merecem atenção. "A pílula e a camisinha não são as únicas formas de prevenção. Existem outros métodos que podem ser adotados, desde que haja o acompanhamento de um médico ou orientador sexual. Quando se pensa em adolescência, as recomendações mais comuns são a pílula para a gravidez indesejada e a camisinha para as DSTs", explica o dr. Goodson. Para evitar a gravidez, é possível adotar ainda métodos como o coito interrompido, a temperatura basal e a tabelinha. No entanto, são opções menos confiáveis. Os métodos chamados de barreiras são os preservativos masculino e feminino, o diafragma e o Dispositivo Intra-uterino (DIU). Há ainda os anticoncepcionais orais (pílula) e os injetáveis (mensal e trimestral), além da laqueadura tubária e a vasectomia.
Erotização e Virgindade
A sociedade erotizada chama a atenção para os riscos físicos do sexo, esquecendo-se de outro ponto que é tão importante quanto a saúde do corpo: a mente sadia. Atualmente, a mídia tem sido o meio mais feroz de incentivo à vida sexual. No entanto, este incentivo tem uma proporção infinitamente mais voltada para o lado negativo. "Na televisão, por exemplo, são muitas horas voltadas para o desrespeito ao próximo, para o incentivo de receber mais do que dar; e poucos minutos de orientação sexual adequada, principalmente para os adolescentes. É preciso lembrar que sexo é bom, quando é bom para os dois", opina o ginecologista. Um dos exemplos de erotização diz respeito à forma como a sociedade encara a virgindade. O médico explica que ser virgem não significa de maneira alguma estar fora do mundo atual, mas estar em um momento de reflexão. "A pessoa virgem ainda não se sente preparada para enfrentar a relação sexual com a maturidade que ela merece. E isto independe da idade", orienta.
Como as pessoas desconhecem este verdadeiro sentido da virgindade, torna-se antiquado ser virgem. Atualmente, muitos adolescentes preferem dizer diante da turma que já tiveram a primeira relação sexual, para não ser massacrados diante de comentários e piadas dos colegas.
Hímen
"A virgindade é simbolizada pela perda do hímen pela mulher e pela primeira relação sexual do homem. Mas ela precisa ser vista de forma mais ampla. A virgindade será sempre perdida quando iniciarmos um novo relacionamento, independente de ser o primeiro ou não", afirma o Dr. Goodson. O médico defende que o hímen não direcione o que é ser virgem e, sim, o contato com um novo parceiro, que sempre vai representar uma nova descoberta. Assim, ao longo da vida, a pessoa estará sempre perdendo a virgindade a cada novo encontro.
O ginecologista detalha que estar maduro para a primeira relação sexual é compreender o que ela significa e saber lidar com os problemas que ela pode trazer. A gravidez indesejada, as DSTs e os problemas relacionais são algumas das dificuldades que podem aparecer. No entanto, vivido de forma adequada, o sexo possibilita que a pessoa usufrua de imensos prazeres.
Compreensão Traz Maturidade
A falta de compreensão de como a sexualidade e o sexo devem ser encarados traz inúmeros riscos - orgânicos e psicológicos. "A gravidez indesejada, as DSTs, a insatisfação pessoal, o arrependimento, as disfunções sexuais tardias e as dificuldades no relacionamento são alguns desses riscos", diz o médico. O profissional orienta que todo passo na vida deve, se possível, ser planejado, diminuindo as chances de se tornar um problema. Minimizar esses riscos será sempre uma responsabilidade de cada indivíduo, que deve buscar a orientação adequada, por meio de profissionais de saúde, professores de orientação sexual, livros especializados e a própria compreensão. "Entender a si mesmo será sempre algo significativo para adquirir a maturidade necessária para a vida", lembra.
Traumas
O trauma psicológico aparece sempre que a pessoa se inicia em qualquer área sem estar preparada. Os problemas psicológicos futuros, neste caso, são inevitáveis. No caso sexual, a iniciação inadequada pode refletir na conduta dos anos seguintes, trazendo ansiedade durante a relação sexual, disfunções e dificuldades no relacionamento. Todos estes problemas influenciam no cotidiano, porque o sexo faz parte da vida e, como tal, é primordial que seja bem vivenciado.
Conflitos
Para algumas pessoas, as experiências sexuais só ocorrem anos mais tarde, apesar de a adolescência ser um momento da vida em que a própria biologia leva ao envolvimento sexual. Para quem ultrapassou esta fase e não vivenciou o sexo, o risco de conflito é grande. No entanto, se a pessoa está bem consigo mesma, lembrando que a sexualidade envolve afeto, carinho e comunicação e não apenas genitalidade, não haverá problemas. Se existe o conflito, é necessário buscar ajuda profissional. O indivíduo deve buscar o equilíbrio da vida sexual, parando de exigir de si mesmo uma atitude que não pode ser assumida naquele momento.
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4058&ReturnCatID=1781
sábado, 3 de abril de 2010
Adultos de 20 a 29 anos devem se vacinar contra a gripe H1N1 a partir desta segunda-feira, 5 de abril
Gestantes, crianças de seis meses a menores de dois anos e doentes crônicos também podem ser vacinados até 23 de abril, além das pessoas de 20 a 29 anos
Começa nesta segunda-feira, dia 5 de abril, a terceira etapa da estratégia nacional de vacinação contra a influenza H1N1. Adultos com idade entre 20 e 29 anos têm até o dia 23 de abril para tomar a vacina. A meta do Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 80% do público-alvo desse grupo, formado por 35,1 milhões de pessoas. Essa faixa etária foi a que teve o maior número proporcional de casos de doença respiratória grave causada pelo novo vírus no ano passado: 24% do total de 44.544 casos, em todo o país. O grupo também concentrou 20% das mortes ocorridas em 2009 (ao todo, foram 2.051).
Em virtude do feriadão da Semana Santa, o Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de grávidas, doentes crônicos (exceto idosos) e crianças de seis meses a menores de dois anos até o dia 23 de abril. Assim, a segunda etapa, que terminaria na última sexta-feira (2), deverá continuar ao longo da terceira fase. Os estados, em parceria com os municípios, são responsáveis por definir e divulgar os locais e horários de vacinação. Em todo o país, são mais de 36 mil salas de imunização. Para serem vacinadas, as pessoas de 20 a 29 anos devem ir aos postos de vacinação levando documento de identidade com foto.
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=11215
sexta-feira, 19 de março de 2010
Menstruação, harmonize-se com ela
Sem dúvida, um dos assuntos mais discutidos na sala de um ginecologista é a menstruação. Diversos questões são abordadas: o início, optar ou não pela suspensão do sangramento, a sua ausência e, por fim, o término desse ciclo. Cada caso é um caso, mas sem dúvida, algumas informações são fundamentais para ter uma saúde íntima e compreender melhor todas as constantes mudanças e adaptações que ocorrem no corpo feminino. Todo esse processo depende da sincronia entre diversas partes do nosso corpo. Tudo é mediado por uma série de hormônios. O ciclo menstrual de uma mulher começa do 1º dia em que ela menstrua e vai até o último dia antes da próxima menstruação. Em um ciclo normal, a menstruação demora de 28 a 30 dias para aparecer, e dura, em média, de três a cinco dias. O que determina a quantidade do fluxo é o tamanho do útero, a quantidade de endométrio (revestimento interno do útero) e a quantidade de hormônios: estrogênio e progesterona produzidos pelo ovário.
Esse período é regido por uma série de alterações hormonais, que funcionam de forma interativa entre as glândulas hipotálamo, hipófise, ovários, adrenal e tireóide. Qualquer desarranjo nesta cadeia de eventos pode levar a mulher a ter alterações na menstruação. O ciclo pode ser dividido em fases, a fase folicular e a lútea, que tem como divisão a ovulação.
A fase folicular ocorre na mulher com ciclos regulares do 11º ao 14º dias, em geral, e é motivada principalmente pelo estradiol e FSH (hormônio folículo estimulante), que promovem a fase aura da feminilidade. Nesse período a mulher começa a sentir mais feminina, sensível e até a pele fica mais bonita. O pico hormonal culmina com a liberação do óvulo, período também chamado de ovulação. A partir deste momento temos dois caminhos a serem seguidos.O primeiro seria o encontro deste óvulo com espermatozóide, resultando num ovo, caracterizando a gestação e o não sangramento do endométrio (camada interna do útero), que servirá de suporte fundamental para a gestação que se inicia. O segundo seria a ovulação seguida da não-fecundação e, que levaria então a um pico de progesterona, com redução dos outros hormônios e com a descamação do endométrio, que então se preparará para um novo ciclo.
Geralmente, nos 3 primeiros dias o fluxo é nitidamente mais forte, passando depois a menor quantidade e, muitas vezes, para o fim apenas uma secreção acastanhada.
Ao todo, o período menstrual pode durar entre 3 a 7 dias. Isto é apenas em termos generalizados, uma vez que a menstrução pode diferir ligeiramente de mulher para mulher. No entanto se por acaso a menstrução se prolongar por mais de 8 dias, deve-se consultar um ginecologista.
No período normal, a quantidade de fluxo expelido no total dos dias é equivalente a cerca de meia xícara de chá, ou 70 ml.
Esse período é regido por uma série de alterações hormonais, que funcionam de forma interativa entre as glândulas hipotálamo, hipófise, ovários, adrenal e tireóide. Qualquer desarranjo nesta cadeia de eventos pode levar a mulher a ter alterações na menstruação. O ciclo pode ser dividido em fases, a fase folicular e a lútea, que tem como divisão a ovulação.
A fase folicular ocorre na mulher com ciclos regulares do 11º ao 14º dias, em geral, e é motivada principalmente pelo estradiol e FSH (hormônio folículo estimulante), que promovem a fase aura da feminilidade. Nesse período a mulher começa a sentir mais feminina, sensível e até a pele fica mais bonita. O pico hormonal culmina com a liberação do óvulo, período também chamado de ovulação. A partir deste momento temos dois caminhos a serem seguidos.O primeiro seria o encontro deste óvulo com espermatozóide, resultando num ovo, caracterizando a gestação e o não sangramento do endométrio (camada interna do útero), que servirá de suporte fundamental para a gestação que se inicia. O segundo seria a ovulação seguida da não-fecundação e, que levaria então a um pico de progesterona, com redução dos outros hormônios e com a descamação do endométrio, que então se preparará para um novo ciclo.
Geralmente, nos 3 primeiros dias o fluxo é nitidamente mais forte, passando depois a menor quantidade e, muitas vezes, para o fim apenas uma secreção acastanhada.
Ao todo, o período menstrual pode durar entre 3 a 7 dias. Isto é apenas em termos generalizados, uma vez que a menstrução pode diferir ligeiramente de mulher para mulher. No entanto se por acaso a menstrução se prolongar por mais de 8 dias, deve-se consultar um ginecologista.
No período normal, a quantidade de fluxo expelido no total dos dias é equivalente a cerca de meia xícara de chá, ou 70 ml.
Por
terça-feira, 16 de março de 2010
MUCOPOLISSACARIDOSES
Lúcia de Fátima Sena Mendes¹,
José Robério de Sousa Almeida²
_____________________________________________________________
1-Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE),
Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDM). Av. Dom Aureliano Matos, 2058,
Limoeiro do Norte – CE.
E-mail: luciafsmendes@hotmail.com
2-Professor Mestrando da Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDAM) – UECE
E-mail: profroberio@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
Erros inatos do metabolismo são classificados como doenças genéticas, pois suas causas estão diretamente ligadas às alterações de moléculas protéicas importantes para o funcionamento do organismo. Os defeitos ocorridos nas proteínas podem afetar sua estrutura ou função.
Hoje os erros inatos do metabolismo são compostos por várias enfermidades, onde a maioria é herdada de maneira autossômica recessiva, apresentando-se quase sempre na infância. Dentro dos EIM existe um grupo importante relacionado às doenças lisossômicas de depósito conhecido como doenças lisossômicas(DL).
As doenças lisossômicas são causadas por deficiências enzimáticas especificas resultando em deposito anormal de substratos normais ou de seus produtos catabólicos dentro dos lisossomos (organelas citoplasmáticas que compõem o aparelho digestivo das células). De acordo com o tipo de substrato que se acumulam, as doenças lisossômicas podem ser classificadas em diferentes grupos, os principais são, enfingolipidoses, glicoproteinoses e mucopolissacaridoses.
As mucopolissacaridoses são doenças caracterizadas pelo acúmulo intralisossômico de glicosaminoglicanos (GAGs), secundário à deficiência na atividade de uma enzima lisossômica envolvida na degradação dessas moléculas. Este acúmulo anormal compromete a função celular e orgânica, levando a um grande número de manifestações clínicas, as quais são progressivas e afetam múltiplos órgãos (Vieira, 2007). Geralmente as crianças nascem sem apresentar o quadro clínico da doença, mas passam a desenvolver as características especificas após os primeiros meses da vida.
As mucopolissacaridoses podem ser classificadas em sete tipos diferentes, de acordo com a enzima que está em falta no portador da doença. As duas primeiras mucopolissacaridoses a serem reconhecidas foram a síndrome de Hunter recessiva ligada ao X, em 1917,também conhecida como MPS tipo II. Suas principais características clínicas são baixa estatura, disostose múltipla, alteração no tamanho do fígado. Apresenta aparência normal ao nascer com um crescimento excessivo nos dois primeiros anos e a síndrome de Huler autossômica recessiva mais intensa, em 1919 esse tipo de mucopolissacaridose é o mais grave que existe apresentando alterações faciais tornando a face grosseira e morte antes dos dez anos (Thompsom, 1993).
As principais alterações apresentadas por pacientes que possuem mucopolissacaridoses são opacificação de córnea, cifose tóraco-lombar, alargamento de punhos, aumento de baço e fígado, retardo mental, regressão neurológica, baixa estatura, megaencefalia, traços faciais grosseiros, abdômen protuberante e disostose múltipla (defeito de ossificação) (Genzyme do Brasil, 2002).
As características apresentadas por cada tipo das mucopolissacaridoses são bastante parecidas, sofrendo apenas algumas variações. Dependendo do tipo de mucopolissacaridose a expectativa de vida pode variar.
A mucopolissacaridose do tipo I apresenta três variações, sendo que a mais grave permite que o indivíduo viva até os 10 (dez) anos de idade. Já as outras duas possibilitam que o portador sobreviva até a idade adulta, por volta de 25 (Vinte e cinco) anos. Os outros tipos de mucopolissacaridose apresentam mudanças quanto à expectativa de vida, mas em nenhum dos casos o portador ultrapassa a faixa etária dos 30 (Trinta anos).
Para diagnosticar a doença são necessários alguns testes e exames. Segundo Micheletti (2002), primeiro é preciso haver a suspeita clínica do diagnóstico de uma MPS pelo médico e depois a realização dos seguintes exames: Triagem urinária para Erros inatos do metabolismo; dosagem de GAGs na urina; raio-x de esqueleto; polissonografia; avaliações cardíaca e oftalmológica e outras necessárias, após estes resultados. A confirmação do diagnostico é feita pela dosagem da enzima que está deficiente ou pela análise da alteração nos genes específicos da doença (mutação), o que não é disponível para todos os tipos.
Em virtude das várias manifestações clínicas descritas em todos os tipos de MPS, faz-se necessário o acompanhamento multidisciplinar (dos geneticistas ao psicólogo), para que se possa prevenir, diagnosticar precocemente as complicações e encaminhar ao tratamento, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida ao portador da MPS e apoio a família.
Com o avanço da medicina e da genética, novas técnicas de tratamento das mucopolissacaridoses vem surgindo. Até os anos 80, somente tratamentos momentâneos e não específicos estavam à disposição dos pacientes. Hoje entre os vários tratamentos podemos citar o transplante de células hematopoiéticas e a terapia de reposição enzimática.
O transplante de células hematopoiéticas é uma alternativa terapêutica utilizada como tentativa de corrigir defeitos enzimáticos desde 1979. Depois da realização do primeiro transplante em um paciente com MPS I, este procedimento tem sido uma alternativa para as doenças lisossômicas, mas embora apresente melhoras significativas em vários órgãos e sistemas, ainda tem pouco impacto na doença óssea.
A terapia de reposição enzimática fornece a enzima deficiente em cada tipo de MPS exogenamente, através de infusões intravenosas regulares de formas recombinantes das mesmas. A maior desvantagem é que a enzima fornecida intravenosamente não pode atravessar a barreira hemato-enceafálica.
De acordo com Vieira (2007) entre as futuras opções de tratamento para as MPS, podemos citar a terapia de inibição de síntese de substrato e as várias técnicas de terapia gênica. Mas apesar de todas essas técnicas, para alguns tipos de MPS ainda não existe um tratamento seguro e eficaz.
Faz-se necessário a constante busca pelas informações a cerca das MPS, possibilitando aos pacientes uma melhor qualidade de vida e uma maior expectativa de vida.
MATERIAIS E MÉTODOS.
O presente trabalho foi realizado mediante pesquisas de artigos científicos, leituras dos mesmos e de outras fontes como livros; conversas com familiares de pacientes portadores da doença e observação dos sintomas apresentados por esses pacientes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Pode-se concluir que as doenças genéticas embora estejam mais presentes no nosso cotidiano ainda existem poucas informações sobre elas, mesmo por parte de pessoas que possuem familiares com esses tipos de doenças.
Conclui-se também que as mucopolissacaridoses são doenças provocadas por uma deficiência enzimática e que para aumentar a expectativa de vida dos portadores faz-se necessário um diagnóstico precoce da doença e um acompanhamento multidisciplinar para os pacientes.
REFERÊNCIAS
MICHELLETTI, Cecília; MARTINS, Ana Maria. Mucopolissacaridoses. Manual de orientações. São Paulo, 2002. Disponível na internet.
< HTTP://www.genzyme.com/thera/az/BR_pdf_patient.pdf>. Acesso em: 08 set 2008.
Mucopolissacaridose I, uma doença de depósito lisossômico multissistêmica complexa(monografia da doença). Apostila retirada do endereço <HTTP://www.genzyme.com/thera/az/BR_pdf_patient.pdf>. Acesso em: 08 set 2008.
THOMPSON, Margaret W.; MICLNNES, Roderick; WILLARD, Huntington F. Genética Médica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan S.A, 1993.
VIEIRA, Tatiane Alves. História natural das mucopolissacaridoses: uma investigação da trajetória dos pacientes desde o nascimento até o diagnóstico {dissertação de mestrado}. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2007.
segunda-feira, 15 de março de 2010
MIOMA UTERINO
Severino R. de FigueiredoO mioma uterino é uma patologia benigna que acomete as mulheres no período reprodutivo.Pode ser um achado num exame ginecológico de rotina, ou num exame onde a paciente procura o médico por estar apresentando sangramento acima do padrão normal do seu ciclo menstrual. Sinonimia: fibroma,leiomioma. Localização: Mais frequente no corpo uterino. Em media 5% se localize no colo uterino Anatomicamente o útero está dividido em 2 partes: a)corpo uterino b)colo uterino. Para efeito didático classifica-se os miomas uterinos em: Os que causam mais sangramento são os miomas submucosos. Os submucosos e os intramurais, tem relação com a infertilidade. Sintomas: Pode ser assintomático, um achado num exame ginecologico,de rotina, detectando uma formação nodular. Mas dependendo do tamanho, da localização, a paciente refere os seguintes sintomas: Complicação. Como o fluxo esta aumentado , a paciente apresenta um quadro de Anemia Pode levar a abortamentos, deformidade anatômica uterina prematuridade, descolamento de placenta Relação com a menopausa: Tendem a diminuir de tamanho. Relação com a gravidez. Aumentam com a gravidez. TRATAMENTO. Clinico Cirúrgico: A conduta quanto ao tratamento clínico ou cirúrgico, a técnica utilizada, depende do profissional médico. |
http://www.portaldeginecologia.com.br
sexta-feira, 12 de março de 2010
ANOREXIA? BULIMIA? O QUE SÃO?
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http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/colunas/010627_psy_anorexia.htm
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