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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Causas da Ejaculação Precoce


Pensamentos de muitos homens: “Como resolver os meus problemas de ejaculação precoce?” ou “Será que sofro de ejaculação precoce?” Saiba que a ejaculação precoce é das disfunções sexuais masculinas mais comuns. Este problema pode ser atribuído a problemas emocionais, stress, problemas de saúde, má qualidade de vida, ou más experiências.
Num casal, este assunto é por vezes considerado tabu e mantido em silêncio, levando a um afastamento emocional e físico cada vez maior. Este problema não torna nenhum homem, menos homem, e quanto mais tempo o adiar pior se tornará. Se mais homens admitissem este problema, e estivessem dispostos a falar sobre ele, seria mais fácil saberem que não estão sós nesse barco.

O Que É A Ejaculação Precoce?

Muitas vezes um homem não sabe o que deve considerar uma ejaculação precoce. Muitos homens, ocasionalmente, ejaculam mais rápido durante o acto sexual do que a parceira deseja. Desde que isso não aconteça com frequência, provavelmente não é motivo para preocupações. Contudo se esta situação acontecer frequentemente – ejacular mais rápido do que a sua parceira deseja – enquanto inicia a penetração, ou pouco tempo logo depois de a penetrar, é provável que sofra de ejaculação precoce. Estima-se que um em cada três homens sofra de algum nível de ejaculação precoce. Embora este problema tenha tratamento, muitos homens sentem-se embaraçados em falar sobe ele, não procurando tratamento.
A queixa é usualmente relatada em termos de tempo porque é a única maneira de medir. O assunto, contudo, é realmente sobre o controlo do processo da ejaculação: ejacular só quando se sente que se deseja fazer, ou seja voluntariamente. A maior parte dos homens leva menos de 3 minutos desde o tempo de penetração até à altura da ejaculação.
De acordo com a definição técnica, a ejaculação precoce ocorre antes de o homem desejar, ou seja, demasiado rápido, nos preliminares ou no início do coito, não satisfazendo a parceira. Isto usualmente leva à perda de uma erecção possível capaz de manter uma relação sexual. Este problema também é um pouco relativo, pois um homem pode sentir-se super orgulhoso por ter conseguido ter uma relação sexual de 10 minutos, enquanto este tempo pode ser frustrante para um outro homem.
De uma perspectiva evolutiva da espécie, é importante notar que na altura da pré-história, os homens que ejaculavam mais rápido seriam os que tinham mais probabilidade de conceber filhos. Por outras palavras, se fosse um homem das cavernas, e se viesse rápido, tinha muito mais hipóteses de engravidar a mulher e alargar a tribo. Do ponto de vista reprodutivo, a ejaculação precoce não é nenhum defeito. Durar mais tempo numa relação sexual não serve nenhuma função genética; não é algo de inato ao ser humano, é simplesmente algo que se treina.

Causas

Ainda se estão a tentar determinar exactamente quais as causas da ejaculação precoce; no entanto sabe-se que existem factores físicos e factores psicológicos responsáveis pela ejaculação precoce. Alguns médicos acreditam que as primeiras experiências sexuais podem estabelecer um padrão difícil de mudar mais tarde como:

Causas psicológicas

  • Situações em que o homem tenha de atingir rapidamente o orgasmo evitando ser descoberto;
  • Sentimentos de culpa que aumentam quando se tem uma relação sexual.

Outros factores que causam a ejaculação precoce

  • Disfunção eréctil, homens que sofrem de ansiedade para obter ou manter a sua erecção durante o coito, poderão formar um padrão de pressa para ejacular que pode ser difícil de mudar;
  • Ansiedade, muitos homens com ejaculação precoce também tem problemas de ansiedade, quer sobre assuntos do foro sexual, quer na vida em geral.

Causas biológicas

  • Níveis de hormonas anormais
  • Níveis anormais de químicos neurotransmissores
  • Problemas da tiróide
  • Inflamação ou infecção da próstata ou uretra
  • Genética



Técnicas para evitar a Ejaculação Precoce


Casal

Antes de mais deve compreender o que acontece com o seu corpo na altura da ejaculação. O orgasmo masculino consiste em duas fases: a primeira fase começa na glândula da próstata, que envolve a uretra que se posiciona em formato de círculo acima da base do pénis. A glândula da próstata contrai-se e liberta fluidos, juntamente com os conteúdos da vesícula seminal, para a uretra. A segunda fase ocorre quando o músculo pélvico se contrai fortemente à volta do períneo, forçando o fluido para fora com uma pressão considerável. Os homens devem estar cientes que é possível ejacular sem ter um orgasmo e vice-versa (orgasmo seco); o orgasmo é algo mental e a ejaculação é algo físico.

Tratamento

A boa notícia é que este problema é altamente tratável, desde que o homem esteja disposto a pedir ajuda, investindo o tempo e o esforço necessário. 

O primeiro passo para eliminar e ejaculação precoce é ficar mais familiar consigo. Esteja confortável com o seu corpo, perceba quais as sensações e sensibilidades que o levam ao orgasmo. Deve aprender e ser capaz de predizer quando o orgasmo irá ocorrer. Isto prevenirá a surpresa de ter um orgasmo sem contar. Isto ajudará a perceber o que é necessário para evitar atingir aquele ponto em já não há retorno possível.

Respire

Muitas pessoas não estão cientes, mas um respirar adequado ajuda a desenvolver um controlo sobre a ejaculação. Isto acontece porque fazendo algumas respirações profundas irá ajuda-lo a relaxar e acalmar a tensão sexual que leva à ejaculação precoce. Pratique as inspirações e expirações profundas e relaxe todo o corpo.

Comunicação

A comunicação é outra das chaves essenciais a ter em conta para ter sexo de longa duração. Deixe a sua parceira saber quando estiver quase a ejacular e sobre o que você consegue ou não aguentar. Isto envolve a verbalização, pois actos não verbais são muitas vezes mal interpretados. Palavras como”Para”, ”Aguenta” ou “Mais” são escolhas óbvias e palavras curtas e significativas também são aceitáveis.

Ansiedade

Outra causa da ejaculação precoce é a ansiedade, medo ou desconforto com a parceira. A ejaculação precoce é menos provável de acontecer quando os casais se conhecem bem, e se sentem confortáveis um com o outro. E se ambos os casais estiverem num local relaxado sem problemas com a contracepção.
Muitos homens na segunda relação sexual consecutiva, conseguem durar mais tempo que na primeira. Por isso talvez esta prática possa ser incorporada no seu ritual sexual. Se a primeira vez é curta, continue a excitar a sua parceira, com algum sexo oral, ou estimulação manual, mantendo-a excitada até que esteja pronto para uma segunda vez.

Cremes

Cremes que diminuem a sensibilidade sentida pelo homem durante a relação sexual, são uma opção para contornar este problema, pois permitem a relação sexual durar mais tempo. Este gel é aplicado na ponta do pénis pouco antes de começar o coito. O único problema é que alguns homens acham o acto sexual menos estimulante pois são diminuídas as sensações físicas. Este gel também pode provocar reacções alérgicas na parceira.

Preservativos

Os preservativos também reduzem a sensibilidade, logo a estimulação durante o coito sexual. Muitos homens sentem que o preservativo lhes permite prolongar mais a relação sexual, pois diminui a sensibilidade. Para além desta vantagem, os preservativos previnem doenças sexualmente transmissíveis e não causam irritação na vagina da parceira. Estes preservativos retardantes, contém benzocaína dentro deles, que funciona como base dos cremes que retiram a sensibilidade.

Posição Sexual

O tipo de posição sexual também determina e afecta a capacidade de duração da relação sexual. A posição de missionário (homem por baixo e mulher por cima) é considerada a melhor posição para controlar a ejaculação. Contudo todos os homens são diferentes, mas em geral acham sempre mais difícil controlar a ejaculação quando a parceira está numa posição de controlo. Mas como também depende de cada um, experimente diversas posições de acordo com que o faz sentir melhor.

Técnica Do Aperto

Esta técnica pode ser praticada com a sua parceira, usando a mão ou boca da sua parceira ou mesmo sozinho. Irá requerer experimentação e erro, pois poderá passar o ponto de retorno acidentalmente. Este método ajuda na maioria dos casos de ejaculação precoce, desde que ambos os parceiros estejam dispostos a cooperar. Apertando os dedos no pénis diminui o desejo de atingir o clímax. Deve praticar este método durante algumas semanas para que consiga controlar a ejaculação.
  1. Inicie a sua actividade sexual como usualmente, incluindo a estimulação do pénis, até se sentir quase pronto para a ejaculação.
  2. Peça à sua parceira para apertar a ponta do seu pénis (faça uma espécie de argola com o dedo polegar e com os dedos indicador e do meio), no local onde a glande (cabeça) se une ao copo do pénis e mantenha este aperto durante cerca de 10 a 20 segundos, até a vontade de ejacular passar.
  3. Depois de passar a vontade e deixar de apertar o pénis, espere cerca de 30 segundos, e passado este tempo volte a tentar chegar à ejaculação. Notará que quando apertar o pénis ele se tornará menos erecto; mas mal começar a estimulação sexual de novo, o seu pénis voltará a ganhar uma nova erecção.
  4. Mal se sentir prestes a ejacular de novo, peça à sua parceira para repetir o processo de aperto, apertando o seu pénis firmemente entre o dedo polegar e os outros dois dedos.
Repetindo este processo as vezes necessárias, poderá chegar ao ponto de penetrar a sua parceira sem ejacular. Depois de algumas sessões de prática, o sentimento de saber como retardar a ejaculação poderá tornar-se um hábito e não necessitará de recorrer à técnica do aperto.

Treinar Os Músculos Pélvicos

Músculos pélvicos bem desenvolvidos permitem um melhor controlo, e dão a consciência do que se passa na região adjacente. Os músculos pélvicos mais baixos são os usados para parar e iniciar o processo de urinar. Contraia estes músculos durante 4 segundos, e relaxe-os por 4 segundos, repita isto dez vezes. Pode fazer isto em qualquer altura e em qualquer lugar. Eventualmente conseguirá fazer cerca de 100 por dia com 10 segundos cada contracção. 

Método Pára/Começa

Um homem pode crer que um “homem verdadeiro”deve dar sempre prazer a uma mulher. Este tipo de pensamento não só está errado como é prejudicial. O método Pára/Começa foca-se em redireccionar o tipo de pensamento que leva à ejaculação precoce. O método Pára/Começa pretende alterar este tipo de comportamento, o homem é encorajado a masturbar-se usando a técnica de stop/arranque para ganhar mais controlo sobre as suas respostas e a sua urgência em ejacular demasiado rápido.
Técnica:
  • Masturbe-se sozinho;
  • Deixe algum tempo disponível, para se masturbar com as mãos secas;
  • Volte a masturbar-se quase até ao ponto da ejaculação e depois pare;
  • Deve fazer isto 3 vezes;
  • Á quarta vez, é-lhe permitido ejacular.
Depois de ter alcançado esta medida de controlo, pode tentar masturbar-se com a mão húmida, pois irá sentir mais como o interior da vagina.

Diminuir A Pressão Sexual

Muitos homens que sofrem de ejaculação precoce sentem-se frustrados e muitas vezes envergonhados. Falar com um médico, ou um terapeuta sexual é sempre uma boa ideia, pois ajuda a determinar a causa do problema que pode ser física ou psicológica. 

Enquanto experimenta algumas opções de tratamentos, considere retirar a pressão do lado sexual do seu relacionamento. Alguns médicos recomendam evitar o coito durante algum tempo e em vez disso usar outro tipo partilha de prazer físico e afectivo em vez do coito em si. Muitas mulheres gostam da penetração, mas também sentem grande prazer nos preliminares, preferindo muitas vezes a estimulação manual ou oral à própria penetração. Fazer uma ligação desta maneira ajudará a restabelecer um elo físico sexual com o parceiro. Retirando a ênfase do coito, pode retirar a preocupação de ejacular cedo demais – e pode ajudar a criar a fundação para uma relação sexual mais satisfatória.

Pensamento

A ejaculação precoce pode ser controlada com paciência, esforço e conhecimento. Informe-se; este deve ser o primeiro passo a dar. Depois de reconhecer o problema, está a meio caminho da sua superação. Superar o problema, mental e fisicamente é muito mais fácil quando ambos os parceiros estão envolvidos, com pleno conhecimento sobre a situação e abertos para falar sobre ele.

Saiba sobre a Ejaculação Precoce

"A Ejaculação Precoce, definida como a incapacidade de controlar ou adiar suficientemente a ejaculação, para que os parceiros achem prazer nas relações sexuais, é um problema que aflige grande parte dos homens, principalmente os adolescentes no inicio da atividade sexual. Quanto mais cedo for procurada ajuda mais fácil o tratamento".

Histórico

Em outras épocas, autores discutiram os conceitos psicossexuais predominantes, começando com o ponto de vista de Abraham (1917/1949) de que a EP (Ejaculação Precoce) era uma reprodução da enurese infantil. Mas, Shapiro, em 1943, constatou que, de 1.130 casos de EP, apenas 8% tinham história de enurese.

Outros acreditavam que a EP estivesse relacionada com a histeria, em pessoas de orientação predominantemente homossexual e que experimentavam culpa pela masturbação.

A teoria psicanalítica considera a prematuridade um sintoma neurótico e, como tal, suscetível apenas de tratamento psicanalítico.

A teoria freudiana da causalidade propõe que o ejaculador prematuro esconde sentimentos sadistas intensos, mas inconscientes, em relação às mulheres.

Ejaculação Precoce

Atualmente, sabemos que tal como o mecanismo do orgasmo na mulher, a ereção e a ejaculação em um homem ocorrem quando um estímulo genital adequado ativa as vias nervosas da medula espinhal inferior.

A sensibilidade dessas vias é, por sua vez, aumentada ou diminuída por mensagens que descem a medula espinhal, oriundas do centro sexual do hipotálamo, na base do cérebro.

A ejaculação precoce é um tipo de infortúnio que parece desenvolver-se muito cedo na vida sexual do homem. Muitos, quando adolescentes, ficam condicionados a um rápido gozo na masturbação, por ser esta uma atividade secreta, escondida, perseguida pela culpa e pelo medo da descoberta.

Este impulso na direção do desempenho rápido geralmente é transferido para a primeira experiência com o sexo oposto; acrescente-se aí o fato muito comum de visitarem prostitutas, cujo principal interesse não é a realização sexual do parceiro, e sim um breve intercurso.

Ou, o que é mais freqüente nos dias de hoje, a primeira relação sexual de um rapaz pode acontecer no banco de trás de um automóvel, de um jeito apressado, não planejado, ou num sofá, na casa da garota, com o medo premente de que os pais dela possam voltar a qualquer momento.

Em todas essas situações acha-se presente não somente a excitação sexual, mas também uma boa dose de desempenho rápido. Esses são alguns pontos primários que seguem a EP.

Situações que podem gerar posteriormente a EP são apresentadas quando o homem alimenta sentimentos hostis de desconfiança ou de insegurança, de despeito frente à "luta pelo poder" etc., em relação a sua esposa, ou coito num relacionamento clandestino, onde predominam sentimentos de culpa.

Outra situação semelhante é quando se usa do "coito interrompido" para evitar a gravidez. Além de não ter valor como preservativo, há aumento do nível de ansiedade.

Ações provocantes da parceira, a percepção de que ela deseja fazer sexo (caça x caçador), a "ditadura do orgasmo", a mulher deixando de ser "objeto" e passando a ser "sujeito", as circunstâncias de inibição (defeitos físicos, mito do pênis pequeno etc.), que são eventos regulares e previsíveis e algumas vezes normais, tornam-se subitamente caóticos e imprevisíveis quando a atividade hipotalâmica é lançada num estado de desorganização por excesso de ansiedade.

As mensagens do centro cerebral tornam-se irregulares e aleatórias, e podem deflagrar uma ejaculação precipitada.

Podemos pois afirmar que, quando a ejaculação precoce aparece desde os primeiros encontros sexuais, esta deriva de experiências condicionantes adversas na infância, resíduos de culpas adquiridas durante a masturbação na adolescência e/ou das primeiras vivências sexuais, onde predominaram: uma grande expectativa, elevada excitação sexual, alta ansiedade e pouca habilidade, gerando alguns "desastres", em resposta ejaculatória, pois nesse caso a incontinência pode ser indicativa de doença séria e/ou tratável.

Embora tais casos sejam extremamente raros, essa condição pode ser causada por enfermidade local da uretra posterior ou, como ocorre com a perda súbita do controle urinário, a incontinência ejaculatória secundária pode ser sintomática de patologia ao longo do trajeto do nervo, que serve aos mecanismos do reflexo que controlam o orgasmo (medula espinhal, nervos periféricos ou centros nervosos superiores).

Isto pode ocorrer na esclerose múltipla ou em outros distúrbios neurológicos degenerativos.

Entretanto, causas orgânicas são muito raras, principalmente em homens jovens e/ou aparentemente sadios.

Tratamentos

Devido à dificuldade em definir e identificar a causa da ejaculação precoce, temos também uma dificuldade em propor o tratamento mais adequado e que solucione o problema a curto prazo.

De qualquer forma, o tratamento deve visar um aumento do período de latência ejaculatória, independentemente da causa parecer ser biológica ou psicológica.

Apesar da angústia e sofrimento do paciente com o problema, é necessária a contínua obtenção de dados e informações. Entre estes se destacam o perfil médico e o sexual.

A pesquisa de informações sobre o paciente possui não somente caráter diagnóstico, como também visa elucidar as causas psicológicas e biológicas da EP, que compõe sua etiopatogenia. O diagnóstico mais comum enquadra distúrbios de fundo psicológico, como traumas, tensão e estresse, e de caráter biológico, como cirurgias pélvicas ou urológicas e medicações em uso.

Uma investigação clínica completa deve conter dados sobre: a história clínica do paciente (como mencionado acima); sua função ejaculatória (tempo de latência, controle), sua atividade sexual (freqüência, avaliação detalhada de sua parceira, interação sexual, etc.), perfil psicológico (contexto sócio-cultural, histórico da disfunção, relação com situações específicas, etc.).

A partir de um quadro detalhado, que contenha os dados acima expostos, o médico poderá optar por um tratamento mais individualizado, que atenda melhor o paciente dentro do contexto próprio de sua doença.

As opções de tratamento são muitas. Incluem as inúmeras formas de psicoterapia e várias opções farmacológicas. Todos possuem indicações específicas, e somente um profissional capacitado está habilitado a indicar a melhor terapia para cada paciente.

Tratamento farmacológico

Na década de 60 notou-se que os antidepressivos possuíam como efeitos colaterais o retardo ou a inibição completa da ejaculação e do orgasmo. Atualmente há uma variedade de antidepressivos no mercado que possuem menos efeitos colaterais e melhores resultados.

Um medicamento representante dos antidepressivos, indicado para tratamento da EP, é a clomipramina. Este medicamento alcançou aumentos médios no tempo de latência de 2 a 7 minutos. Entretanto, os estudos com clomipramina relatam que 10 a 30% dos pacientes não respondem bem à droga. Pacientes com EP complicada por insuficiência erétil (dificuldade de ereção) não alcançam os mesmos resultados. A fluoxetina e a paroxetina também apresentam efeitos da inibição ejaculatória. Estas drogas apresentam menos efeitos colaterais, parecem interferir muito pouco com o desejo sexual e com a ereção, no entanto não são tão eficazes quanto a clomipramina. Conclui-se que a clomipramina parece ser a opção mais eficaz para inibir a resposta ejaculatória, mas pode não ser bem tolerada por muitos pacientes, e deve ser bem avaliada sua indicação.

Tratamento Psicológico

As causas psicológicas aventadas para a explicação da EP são várias. Entre elas está a hostilidade reprimida à mulher, o medo de perda importante da autoconfiança durante o ato sexual, bloqueios quanto a percepção da própria sexualidade e problemas na disputa pelo poder pelo casal, entre outras. Existem teorias que enfocam a ansiedade, geral ou específica ao ato sexual. Tal ansiedade foi criada, e até mesmo condicionada, pelo impacto das experiências anteriores, excepcionalmente rápidas devido a circunstâncias adversas. Poucas pesquisas clínicas disponíveis apóiam uma ou mais das suposições citadas acima.

Intervenções Comportamentais - As intervenções comportamentais e cognitivas demonstram maior eficácia. O método comportamental "stop-squeeze" (pára-comprime) é um exemplo. Esse método sugere que o homem avise a sua parceira quando sentir a vontade de ejacular aproximando-se. Neste ponto interrompe-se o ato sexual e a mulher aplica pressão manual na glande do pênis, até ocorrer redução da vontade. O método de "pára-comprime" pode ser treinado, inicialmente, com a masturbação.

Outro método, o "start-stop " (começa-pára), para o tratamento da Ejaculação Precoce, utiliza uma pausa, ao invés de um aperto no início da fase ejaculatória. Acredita-se também que a posição durante a relação sexual, com a mulher por cima ou a posição lateral, permitem um maior controle da ejaculação.

A terapia ambulatorial semanal resulta em um alto índice de sucesso (80-90%), em homens com Ejaculação Precoce. Os terapeutas sexuais apresentaram, com o passar do tempo, suas próprias variações desses métodos ou mesmo a criação de novos métodos.

Para o sucesso, apesar da variedade de métodos, o homem deve estar atento quanto as suas sensações sexuais para saber exatamente quando interromper o movimento. O casal deve ter habilidade para abordar amplamente a expressão sexual e criatividade durante o ato. A participação da parceira é de grande importância na solução do problema.

Varias outras abordagens podem ser utilizadas no tratamento da ejaculação precoce, entre elas estão Tratamento em grupo e o tratamento psicoterápico individual.

Tratamento em grupo é um tipo de tratamento para a Ejaculação Precoce cujos dados são ainda contraditórios. Alguns se beneficiam ao saberem que seus problemas sexuais não são exclusivos, ao saberem como outros casais também lidam com esses problemas. Por outro lado, a maioria dos homens considera a Ejaculação Precoce um problema altamente particular e não se sentem à vontade em discutir o assunto na presença de outros casais, tornando esta forma de tratamento inviável.

Tratamento psicoterápico individual não é tão bem sucedido quanto o trabalho feito com os casais. O tratamento individual, na ausência da parceira, diminui a possibilidade de utilização de técnicas como, por exemplo, o "começa-pára" e o "pára-comprime".Estas técnicas, no entanto, podem ser adaptados para a masturbação. Mas a presença da parceira facilita significativamente o tratamento.

Finalmente, é importante salientar, que a principal arma para o tratamento, é o reconhecimento do problema, pesquisa de suas causas e ajuda de um profissional capacitado, pois sabemos que a utilização de técnicas folclóricas e caseiras não trazem resultados e podem agravar o quadro. A ejaculação precoce é um problema comum e de grande repercussão na vida sexual do casal.



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