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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Hemospermia (presença de sangue no esperma)

O que é? 

A presença de sangue no esperma dando-lhe um aspecto achocolatado ou mesmo avermelhado. 

Como se desenvolve? 

O sangue no esperma pode se originar na próstata e/ou nas vesículas seminais, secundário a processos infecciosos, tuberculose ou câncer. Os ductos ejaculatórios também podem ser a sede do sangramento devido a processos inflamatórios ou cálculos. Entretanto, na maioria das vezes, a hemospermia não tem uma explicação objetiva e nem significado clínico importante. 

O que se sente? 

Geralmente o que traz o paciente ao consultório é a alteração na cor do esperma. Com o uso mais difundido dos preservativos, há maior possibilidade do paciente checar o aspecto do seu esperma. 

Os pacientes com hemospermia podem apresentar sintomas concomitantes visto que a mesma é assintomática. Ardência uretral, dificuldade de urinar e freqüência aumentada de micções levam a pensar que uma patologia prostática, vesical ou nas vesículas seminais possa estar por trás do problema. Outro grupo de pacientes é completamente assintomático tendo como única queixa a alteração na cor do esperma. 

Como se faz o diagnóstico? 

A história do paciente é típica. Raramente chega-se ao ponto de fazer um exame do conteúdo do esperma. Na avaliação do paciente devemos descartar o uso de ácido acetil-salicílico o qual altera a coagulação. Todo o paciente deve ser examinado do ponto de vista urológico principalmente os que apresentam sintomas paralelos. 

Exames de urina, urocultura com antibiograma fazem parte da rotina diagnóstica. O exame mais importante na avaliação da hemospermia é a ecografia transretal a qual nos dará uma visão da anatomia das vesículas seminais, próstata e uretra prostática. Cálculos prostáticos ou de ductos ejaculadores, obstrução dos ductos deferentes e vesículas seminais, cistos prostáticos ou de condutos deferentes poderão aparecer como causa da hemospermia. 

Como se trata? 

O tratamento pode ser conservador com interrupção da atividade sexual por um breve período, evitar traumatismos sobre a próstata (períneo) como andar de bicicleta, moto ou fazer hipismo. 

Drogas antiinflamatórias podem ser usadas com um efeito questionável. Inibidores do crescimento prostático têm sido usados ultimamente com relativo sucesso como a finasteride. Quando uma causa objetiva for encontrada deve ser tratada. Por exemplo, uma prostatite bacteriana pode ser causa de hemospermia. Nessa situação, antibióticos devem ser instituídos. 

Como se previne? 

Na maioria dos pacientes, a causa é desconhecida logo a prevenção fica comprometida.


Fonte: Medcentersul \
http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=550

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saiba o que é Uretrite, e algumas causas dela

Sintomas da uretrite
 É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina.

Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). 

Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença. 

As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. 

O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado. 

As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST. 

Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma.

A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. 

Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.

Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. 

Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.



Font: http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=167

Dor na Relação Sexual? Saiba alguns Fatores

Dor X Prazer
Alguma coisa está errada se o ato sexual machuca e o desconforto toma o lugar do prazer. quem sente dor durante a relação precisa investigar se a causa tem a ver com problemas físicos ou emocionais. 

Apesar de ser freqüente, a dor na hora do sexo não faz parte das principais queixas que chegam aos ginecologistas – esse sintoma não costuma ser o motivo da consulta. Também não é comentado espontaneamente por uma questão de pudor ou por não parecer um sinal de doença para grande parte das pacientes. Mas o problema acaba transparecendo durante o interrogatório médico, por trás de outras reclamações, ou no exame clínico, quando o desconforto fica evidente.
Uma pesquisa nacional feita pelo ProSex – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo – aponta que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual. O nome dessa dor é dispareunia, um problema que pode ter inúmeras origens e que, por isso, nem sempre é fácil de se diagnosticar: a mulher pode ter cistos, tumores ou cicatrizes; mas o motivo às vezes é circunstancial, como uma irritação provocada por produtos químicos ou medicamentos. Segundo os especialistas, as causas mais comuns dessa disfunção sexual são as infecções pélvicas, a endometriose, as dificuldades de lubrificação e as questões de fundo psicológico. Confira como a dispareunia se manifesta em cada uma dessas situações:

INFECÇÕES PÉLVICAS

As doenças que irritam a mucosa que reveste o interior da vagina podem provocar ardor, sensação de queimação, coceira e dor. É o caso de algumas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como herpes, candidíase, vaginose bacteriana, clamídia e gonorréia, e de infecções das vias urinárias, como cistite. 

TRATAMENTO: a vagina saudável normalmente tem uma mucosa rósea e espessa. O médico vai investigar e tratar quando a mucosa estiver muito fina e pálida ou, ao contrário, avermelhada, com aspecto irritado, o que inevitavelmente causa dor. Aqui, o primeiro passo é combater o foco da infecção e, em um segundo estágio, recuperar as paredes vaginais com medicação adequada.

ENDOMETRIOSE

O endométrio é uma mucosa que reveste o útero, um tecido fininho como o dos lábios. Mensalmente, essa camada descama quando a mulher menstrua e, logo em seguida, volta a se recompor, renovando todo o interior da cavidade uterina. A inflamação dessas células é um problema comum – uma das principais causas de infertilidade feminina –, e quase sempre acontece dentro do próprio útero. Mas é possível que partes desse tecido migrem para fora do útero e se fixem nos ovários, no colo do útero ou na região das trompas, configurando a chamada endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e dolorido – é por isso que a mulher com endometriose sente dor quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina.

TRATAMENTO: o procedimento varia, dependendo do grau (de 1 a 4) de endometriose e do momento de vida da mulher. Se a paciente tem mais de 35 anos, já tem filhos e está com endometriose nos ovários, muitos médicos podem sugerir uma solução radical, como a retirada dos ovários ou do útero.Em mulheres mais jovens, porém, os pontos afetados pela endometriose podem ser cauterizados por meio de laparoscopia. Nesses casos também é comum recorrer a remédios que inibem a menstruação – sem esse estímulo, os focos de endometriose murcham, aliviando a dor. Trata-se de uma trégua temporária – só um intervalo –, já que a doença não tem cura e a única solução é a cirurgia.

TENSÃO

Ao contrair exageradamente a musculatura do períneo -o osso que fica entre a vagina e o ânus-, dificultando a entrada e a movimentação do pênis, a mulher acaba propiciando um quadro típico de vaginismo, problema de fundo emocional na maior parte dos casos. O bloqueio pode ser fruto de temores ligados à idéia da penetração, e leva muitas pacientes a desenvolver um tipo de tensão crônica. Em alguns casos, porém, a tensão não é a principal culpada da história: talvez seja só uma reação à dor que já existe por causa de outros problemas. Por exemplo: uma inflamação local pode tornar a relação sexual desagradável, fazendo com que a mulher tensione a vagina num ato involuntário de defesa contra a dor. 

TRATAMENTO: as questões emocionais sempre têm forte influência nos quadros de dispareunia, mesmo quando elas agem como um fator associado e não como motivo principal da dor. Mas, quando a causa é 100% emocional, é melhor substituir o ginecologista pelo psicólogo. Com a ajuda desse profissional o problema ganha outra abordagem: com tempo e uma compreensão mais ampla, a mulher pode superar seus medos e se entregar ao ato físico com o relaxamento natural e necessário.

LUBRIFICAÇÃO
É o resultado direto da excitação. Nessa fase, acontece um aumento da concentração de sangue na vagina, o que estimula a secreção de muco através das glândulas do colo cervical e da mucosa vaginal. Assim, se a mulher não está suficientemente lubrificada, a relação vai ser desconfortável. As causas desse problema variam: a mais comum é a queda da produção hormonal, que acontece durante a menopausa, fazendo com que a vagina perca elasticidade; mas a secura vaginal também pode ter a ver com falta de libido, amamentação, uso excessivo de absorventes internos ou, ainda, ser um efeito colateral de medicamentos específicos.

TRATAMENTO: dependendo do caso, o médico pode recomendar o uso de lubrificantes locais que facilitam o ato sexual. Às vezes, a solução é a reposição hormonal (no caso da menopausa). E, em outras situações, o ginecologista pode sugerir ajuda psicológica: essa é a melhor indicação quando a falta de lubrificação estiver ligada a problemas com a libido.

NADA A VER COM TAMANHO
É possível que a vagina seja curta em relação ao pênis, mas isso é raro. Quando acontece, o contato sexual machuca a musculatura do aparelho genital feminino. Ainda assim, o casal pode buscar posições mais confortáveis, em que essa desproporção não vai incomodar. Para a grande maioria das pessoas, porém, a anatomia não atrapalha: a vagina é elástica e quando está lubrificada se ajusta naturalmente, mesmo se o órgão masculino for avantajado.

 

Font: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML403156-1744,00.html