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sexta-feira, 19 de março de 2010

Menstruação, harmonize-se com ela


Sem dúvida, um dos assuntos mais discutidos na sala de um ginecologista é a menstruação. Diversos questões são abordadas: o início, optar ou não pela suspensão do sangramento, a sua ausência e, por fim, o término desse ciclo. Cada caso é um caso, mas sem dúvida, algumas informações são fundamentais para ter uma saúde íntima e compreender melhor todas as constantes mudanças e adaptações que ocorrem no corpo feminino. Todo esse processo depende da sincronia entre diversas partes do nosso corpo. Tudo é mediado por uma série de hormônios. O ciclo menstrual de uma mulher começa do 1º dia em que ela menstrua e vai até o último dia antes da próxima menstruação. Em um ciclo normal, a menstruação demora de 28 a 30 dias para aparecer, e dura, em média, de três a cinco dias. O que determina a quantidade do fluxo é o tamanho do útero, a quantidade de endométrio (revestimento interno do útero) e a quantidade de hormônios: estrogênio e progesterona produzidos pelo ovário.

Esse período é regido por uma série de alterações hormonais, que funcionam de forma interativa entre as glândulas hipotálamo, hipófise, ovários, adrenal e tireóide. Qualquer desarranjo nesta cadeia de eventos pode levar a mulher a ter alterações na menstruação. O ciclo pode ser dividido em fases, a fase folicular e a lútea, que tem como divisão a ovulação.
A fase folicular ocorre na mulher com ciclos regulares do 11º ao 14º dias, em geral, e é motivada principalmente pelo estradiol e FSH (hormônio folículo estimulante), que promovem a fase aura da feminilidade. Nesse período a mulher começa a sentir mais feminina, sensível e até a pele fica mais bonita. O pico hormonal culmina com a liberação do óvulo, período também chamado de ovulação. A partir deste momento temos dois caminhos a serem seguidos.O primeiro seria o encontro deste óvulo com espermatozóide, resultando num ovo, caracterizando a gestação e o não sangramento do endométrio (camada interna do útero), que servirá de suporte fundamental para a gestação que se inicia. O segundo seria a ovulação seguida da não-fecundação e, que levaria então a um pico de progesterona, com redução dos outros hormônios e com a descamação do endométrio, que então se preparará para um novo ciclo.
Geralmente, nos 3 primeiros dias o fluxo é nitidamente mais forte, passando depois a menor quantidade e, muitas vezes, para o fim apenas uma secreção acastanhada.
Ao todo, o período menstrual pode durar entre 3 a 7 dias. Isto é apenas em termos generalizados, uma vez que a menstrução pode diferir ligeiramente de mulher para mulher. No entanto se por acaso a menstrução se prolongar por mais de 8 dias, deve-se consultar um ginecologista.
No período normal, a quantidade de fluxo expelido no total dos dias é equivalente a cerca de meia xícara de chá, ou 70 ml.
 
Por
Dr José Bento
Especialidade: Ginecologia e obstetrícia

terça-feira, 16 de março de 2010

MUCOPOLISSACARIDOSES

Lúcia de Fátima Sena Mendes¹,
José Robério de Sousa Almeida²
_____________________________________________________________
1-Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE),
Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDM). Av. Dom Aureliano Matos, 2058,
Limoeiro do Norte – CE.
E-mail: luciafsmendes@hotmail.com
2-Professor Mestrando da Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDAM) – UECE
E-mail: profroberio@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO
Erros inatos do metabolismo são classificados como doenças genéticas, pois suas causas estão diretamente ligadas às alterações de moléculas protéicas importantes para o funcionamento do organismo. Os defeitos ocorridos nas proteínas podem afetar sua estrutura ou função.
Hoje os erros inatos do metabolismo são compostos por várias enfermidades, onde a maioria é herdada de maneira autossômica recessiva, apresentando-se quase sempre na infância. Dentro dos EIM existe um grupo importante relacionado às doenças lisossômicas de depósito conhecido como doenças lisossômicas(DL).
As doenças lisossômicas são causadas por deficiências enzimáticas especificas resultando em deposito anormal de substratos normais ou de seus produtos catabólicos dentro dos lisossomos (organelas citoplasmáticas que compõem o aparelho digestivo das células). De acordo com o tipo de substrato que se acumulam, as doenças lisossômicas podem ser classificadas em diferentes grupos, os principais são, enfingolipidoses, glicoproteinoses e mucopolissacaridoses.
As mucopolissacaridoses são doenças caracterizadas pelo acúmulo intralisossômico de glicosaminoglicanos (GAGs), secundário à deficiência na atividade de uma enzima lisossômica envolvida na degradação dessas moléculas. Este acúmulo anormal compromete a função celular e orgânica, levando a um grande número de manifestações clínicas, as quais são progressivas e afetam múltiplos órgãos (Vieira, 2007). Geralmente as crianças nascem sem apresentar o quadro clínico da doença, mas passam a desenvolver as características especificas após os primeiros meses da vida.
As mucopolissacaridoses podem ser classificadas em sete tipos diferentes, de acordo com a enzima que está em falta no portador da doença. As duas primeiras mucopolissacaridoses a serem reconhecidas foram a síndrome de Hunter recessiva ligada ao X, em 1917,também conhecida como MPS tipo II. Suas principais características clínicas são baixa estatura, disostose múltipla, alteração no tamanho do fígado. Apresenta aparência normal ao nascer com um crescimento excessivo nos dois primeiros anos e a síndrome de Huler autossômica recessiva mais intensa, em 1919 esse tipo de mucopolissacaridose é o mais grave que existe apresentando alterações faciais tornando a face grosseira e morte antes dos dez anos (Thompsom, 1993).
As principais alterações apresentadas por pacientes que possuem mucopolissacaridoses são opacificação de córnea, cifose tóraco-lombar, alargamento de punhos, aumento de baço e fígado, retardo mental, regressão neurológica, baixa estatura, megaencefalia, traços faciais grosseiros, abdômen protuberante e disostose múltipla (defeito de ossificação) (Genzyme do Brasil, 2002).
As características apresentadas por cada tipo das mucopolissacaridoses são bastante parecidas, sofrendo apenas algumas variações. Dependendo do tipo de mucopolissacaridose a expectativa de vida pode variar.
A mucopolissacaridose do tipo I apresenta três variações, sendo que a mais grave permite que o indivíduo viva até os 10 (dez) anos de idade. Já as outras duas possibilitam que o portador sobreviva até a idade adulta, por volta de 25 (Vinte e cinco) anos. Os outros tipos de mucopolissacaridose apresentam mudanças quanto à expectativa de vida, mas em nenhum dos casos o portador ultrapassa a faixa etária dos 30 (Trinta anos).
Para diagnosticar a doença são necessários alguns testes e exames. Segundo Micheletti (2002), primeiro é preciso haver a suspeita clínica do diagnóstico de uma MPS pelo médico e depois a realização dos seguintes exames: Triagem urinária para Erros inatos do metabolismo; dosagem de GAGs na urina; raio-x de esqueleto; polissonografia; avaliações cardíaca e oftalmológica e outras necessárias, após estes resultados. A confirmação do diagnostico é feita pela dosagem da enzima que está deficiente ou pela análise da alteração nos genes específicos da doença (mutação), o que não é disponível para todos os tipos.
Em virtude das várias manifestações clínicas descritas em todos os tipos de MPS, faz-se necessário o acompanhamento multidisciplinar (dos geneticistas ao psicólogo), para que se possa prevenir, diagnosticar precocemente as complicações e encaminhar ao tratamento, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida ao portador da MPS e apoio a família.
Com o avanço da medicina e da genética, novas técnicas de tratamento das mucopolissacaridoses vem surgindo. Até os anos 80, somente tratamentos momentâneos e não específicos estavam à disposição dos pacientes. Hoje entre os vários tratamentos podemos citar o transplante de células hematopoiéticas e a terapia de reposição enzimática.
O transplante de células hematopoiéticas é uma alternativa terapêutica utilizada como tentativa de corrigir defeitos enzimáticos desde 1979. Depois da realização do primeiro transplante em um paciente com MPS I, este procedimento tem sido uma alternativa para as doenças lisossômicas, mas embora apresente melhoras significativas em vários órgãos e sistemas, ainda tem pouco impacto na doença óssea.
A terapia de reposição enzimática fornece a enzima deficiente em cada tipo de MPS exogenamente, através de infusões intravenosas regulares de formas recombinantes das mesmas. A maior desvantagem é que a enzima fornecida intravenosamente não pode atravessar a barreira hemato-enceafálica.
De acordo com Vieira (2007) entre as futuras opções de tratamento para as MPS, podemos citar a terapia de inibição de síntese de substrato e as várias técnicas de terapia gênica. Mas apesar de todas essas técnicas, para alguns tipos de MPS ainda não existe um tratamento seguro e eficaz.
Faz-se necessário a constante busca pelas informações a cerca das MPS, possibilitando aos pacientes uma melhor qualidade de vida e uma maior expectativa de vida.
MATERIAIS E MÉTODOS.
O presente trabalho foi realizado mediante pesquisas de artigos científicos, leituras dos mesmos e de outras fontes como livros; conversas com familiares de pacientes portadores da doença e observação dos sintomas apresentados por esses pacientes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Pode-se concluir que as doenças genéticas embora estejam mais presentes no nosso cotidiano ainda existem poucas informações sobre elas, mesmo por parte de pessoas que possuem familiares com esses tipos de doenças.
Conclui-se também que as mucopolissacaridoses são doenças provocadas por uma deficiência enzimática e que para aumentar a expectativa de vida dos portadores faz-se necessário um diagnóstico precoce da doença e um acompanhamento multidisciplinar para os pacientes.
REFERÊNCIAS
MICHELLETTI, Cecília; MARTINS, Ana Maria. Mucopolissacaridoses. Manual de orientações. São Paulo, 2002. Disponível na internet.
Mucopolissacaridose I, uma doença de depósito lisossômico multissistêmica complexa(monografia da doença). Apostila retirada do endereço <HTTP://www.genzyme.com/thera/az/BR_pdf_patient.pdf>. Acesso em: 08 set 2008.
THOMPSON, Margaret W.; MICLNNES, Roderick; WILLARD, Huntington F. Genética Médica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan S.A, 1993.
VIEIRA, Tatiane Alves. História natural das mucopolissacaridoses: uma investigação da trajetória dos pacientes desde o nascimento até o diagnóstico {dissertação de mestrado}. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2007.

http://www.webartigos.com/articles/10693/1/Mucopolissacaridoses/pagina1.html

segunda-feira, 15 de março de 2010

MIOMA UTERINO


Enviado por Saturday, April 13 @ 17:00:32 BRT por dinho

GinecologiaSeverino R. de Figueiredo

O mioma uterino é uma patologia benigna que acomete as mulheres no período reprodutivo.Pode ser um achado num exame ginecológico de rotina, ou num exame onde a paciente procura o médico por estar apresentando sangramento acima do padrão normal do seu ciclo menstrual.


Sinonimia: fibroma,leiomioma.

Localização:

Mais frequente no corpo uterino. Em media 5% se localize no colo uterino Anatomicamente o útero está dividido em 2 partes:
a)corpo uterino
b)colo uterino.

Para efeito didático classifica-se os miomas uterinos em:

  •  Intramurais

  •  Subserosos

  •  Submucosos.

    Os que causam mais sangramento são os miomas submucosos.
    Os submucosos e os intramurais, tem relação com a infertilidade.

    Sintomas:

    Pode ser assintomático, um achado num exame ginecologico,de rotina, detectando uma formação nodular. Mas dependendo do tamanho, da localização, a paciente refere os seguintes sintomas:

  •  sangramento genital aumentado , com presença de coágulos

  •  dor pelvica.+ cólicas no periodo menstrual e pré-menstrual

  •  peso no baixo ventre

  •  constipação por compressão do intestino(porção retal)..

  •  dor no ato sexual.

  •  massa palpável no abdomem,quando em decúbito

  •  compressão da bexiga.

    Complicação.

    Como o fluxo esta aumentado , a paciente apresenta um quadro de Anemia Pode levar a abortamentos, deformidade anatômica uterina prematuridade, descolamento de placenta

    Relação com a menopausa:

    Tendem a diminuir de tamanho. Relação com a gravidez. Aumentam com a gravidez.

    TRATAMENTO.

    Clinico Cirúrgico:

  • Miomectomia(extirpação do mioma)

  • Histerectomia subtotal(retirada com útero com preservação do colo)

  • Histerectomia total(retirada do útero)


  • Embolização(preservação do útero). técnica recente. para tratamento.

    A conduta quanto ao tratamento clínico ou cirúrgico, a técnica utilizada, depende do profissional médico.




  • http://www.portaldeginecologia.com.br

    sexta-feira, 12 de março de 2010

    ANOREXIA? BULIMIA? O QUE SÃO?

    Declare Guerra aos pêlos

    Sem querer ter a pretensão ou algo parecido, hoje falarei sobre estas duas graves doenças relacionadas à alimentação. Para escrever sobre este tema fui o mais cuidadosa possível, querendo transmitir informações pertinentes e relevantes àqueles que se encontram em um planejamento alimentar e também aos que não estão.
    Para começar a falar sobre estes dois distúrbios alimentares, é necessário muito critério e seriedade.
    Tanto um como outro são motivos de muitos estudos por parte da comunidade médica mundial.
    A Organização Mundial da Saúde os classifica como "Transtornos da Conduta Alimentar", "Transtornos Mentais e do Comportamento".
    Mas, o que são? A Anorexia Nervosa é uma enfermidade mental que consiste em uma perda voluntária do peso por desejo PATOLÓGICO em emagrecer e um intenso temor à obesidade.
    O emagrecimento é conseguido com uma redução drástica da alimentação, exercícios físicos excessivos, utilização ( sem critério ou orientação médica ) de medicamentos que inibem o apetite, laxantes, diuréticos e também pela provocação de vômitos.
    Quando atingi um nível de peso, geralmente abaixo do ideal, a pessoa não consegue se ver magra e também não consegue comer mesmo que em quantidades reduzidas.
    Há uma intolerância do organismo em não aceitar alimentos e uma imagem corporal distorcida da realidade pelo psíquico.
    É classificada como uma Patologia Psiquiátrica e não tem uma única causa.
    Existem elementos biológicos, psicológicos e sociais predispostos ou não, que poderão desencadear este tipo de patologia; como interagem entre si é muito difícil apontar uma única causa.
    Geralmente as pessoas que se acometem desta enfermidade são mulheres e jovens com idades entre 14 e 18 anos.
    Por se encontrarem em uma fase muito delicada do crescimento, (onde a aceitação social muitas vezes está associada à imagem corporal, problemas existencialistas, hormonais) esta parcela da população está mais exposta e sujeita a tal manifestação patológica.
    Como a Anorexia leva à desnutrição, esta pode provocar transtornos mentais que reforçam o desejo de continuar emagrecendo, instalando-se desta maneira um terrível círculo vicioso psíquico que é muito difícil de controlar.

    Sinais e sintomas de desnutrição:
    -Perda de peso acentuada
    -Parar de crescer ( se está em fase de crescimento )
    -Menstruação escassa ou irregular, ou até a suspensão da mesma
    -Pele seca
    -Palidez
    -Tonturas
    -Queda de cabelo
    -Sensações alternadas de satisfação e "peso" após comer.

    Sintomas psíquicos:
    -Alteração de humor
    -Irritabilidade
    -Ansiedade
    -Tristeza
    -Desânimo
    -Tendência ao isolamento da família e amigos
    -Desinteresse geral.
    É necessário uma conscientização sobre esta enfermidade pois se tratada adequadamente com auxílio médico, medicamentoso e psicoterapêutico os prognósticos são muito favoráveis. Espero ter colaborado e para a próxima semana vamos falar sobre a Bulimia.
    Sonia Cristina Camargo Bessa
    Formada em Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento. Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal)




    http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/colunas/010627_psy_anorexia.htm

    quinta-feira, 11 de março de 2010

    Guia de exercícios físicos durante a gravidez


    Guia de exercícios físicos durante a gravidez

    Antes de iniciar qualquer atividade física durante a gestação procure a orientação de umobstetra e de um profissional de educação física com experiência em atividades físicas para gestantes. O acompanhamento médico pré-natal é fundamental para uma gravidezsaudável.
    Alguns cuidados simples podem ajudar no melhor aproveitamento das atividades físicas durante a gravidez.
    • Se você já estava seguindo uma rotina de atividades físicas antes de engravidar, você deve estar preparada para manter parte deste programa ao longo da gravidez. Somente profissionais especializados podem oferecer-lhe tais orientações.
    • Os exercícios não aumentam a chance de abortamento, desde que sejam realizados respeitando os limites do organismo de cada gestante e a ausência de contra-indicações para realizá-los.
    • O ideal é não deixar para começar a fazer exercícios depois de engravidar.  Mas se você está grávida e pretende iniciar a prática regular de exercícios físicos, você deve começar lentamente e ser cuidadosa para não ultrapassar os seus limites. Siga a orientação de um obstetra e de um profissional de educação física com experiência em exercícios para gestantes.
    • Escute o seu corpo. Caso seja necessário reduzir as atividades, ele vai naturalmente mostrar sinaisde que está na hora de diminuir o ritmo.
    • Nunca exercite-se a ponto de ficar exaurida ou com dificuldades para respirar. Este é um sinal de que seu bebê e você não têm suplemento suficiente de oxigênio disponível.
    • Use calçados confortáveis para fazer seus exercícios. Eles precisam dar suporte aos seus pés e reduzir o impacto nas pequenas articulações.
    • Faça intervalos e beba bastante líquido durante as atividades.
    • Evite exercícios em dias muito quentes.
    • Natação e hidroginástica são ótimos exercícios para as gestantes, mas as piscinas muito aquecidas devem ser evitadas. A temperatura da água deve estar em torno de 30°C, máximo de 32°C.
    • Evite terrenos rochosos, irregulares ou muito íngremes quando fizer atividades como corrida, caminhadas ou pedaladas. As articulações ficam menos estáveis durante a gravidez e você precisa evitar danos a elas durante este período.
    • Esportes competitivos, de contato físico com outras pessoas ou com riscos de quedas são desaconselhados.
    • Os exercícios aeróbios devem ter duração média de 30 a 45 minutos (com variações individuais), ser realizados em dias alternados e sua intensidade deve manter a frequência cardíaca entre 130 a 150 batimentos por minuto. Sempre evitar cansaço durante a realização dos treinos.
    • A musculação pode ser realizada durante a gravidez, com alguns cuidados. Evite o levantamento de pesos acima da cabeça, o excesso de carga nos aparelhos e as modalidades que sobrecarregam os músculos da região lombar. Este tipo de atividade deve ter como foco a melhoria do tônus muscular, principalmente na parte superior do corpo e abdome, mas sem exageros. Os exercícios devem ser feitos com cuidado, orientação e sem pressa.
    • Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação evite atividades na quais a gestante precise ficar deitada de costas, pois esta posição diminui o fluxo sanguíneo para o útero. A melhor posição para a gestante deitar é o decúbito lateral esquerdo.
    • Antes e após o programa de exercícios físicos faça alongamentos.
    • Mantenha uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e carboidratos complexos. Evite o excesso deaçúcar, principalmente açúcar refinado, e os alimentos ricos em gorduras como carnes gordas ou defumadas.
    • Respeite as horas de sono e descanso.
    • Caso sinta alguma alteração no seu corpo durante a realização das atividades físicas, pare imediatamente e procure orientação médica.

    quarta-feira, 10 de março de 2010

    ENDOMENTRIOSE

    Acometendo cerca de 10% das mulheres em todo o Mundo e diminuindo substancialmente sua qualidade de vida, uma vez que a dor pélvica é freqüente e muitas vezes incapacitante até para as tarefas mais simples, ela é considerada uma doença importante sendo inclusive objeto da realização de congressos mundiais. É a chamada doença da mulher moderna, que se vê obrigada a executar inúmeros papéis ao mesmo tempo, o que acarreta um significativo desgaste físico e espiritual.

    Quem cuida de mulheres portadoras de endometriose se depara com pessoas cansadas, entristecidas, deprimidas e muitas vezes frágeis pela dor que enfrentam. Apresentam quadros dolorosos crônicos que muitas vezes se agudizam, e que praticamente não mais respondem a analgésicos comuns o que as obriga a procurar ajuda sistematicamente para terem suas dores atenuadas. São levadas por familiares, que não sabem mais o que fazer quando as vêem com tanta dor. Estas mulheres, que já consultaram médicos das mais diversas especialidades e até mesmo muitos ginecologistas, sem terem obtido o diagnóstico de sua enfermidade, sentem-se angustiadas e ansiosas para se verem livres das dores rotineiras. A remota possibilidade de pensarem que irão senti-las novamente as deixam absolutamente desesperadas. Há também as que se sentem sozinhas em sua longa peregrinação pelos consultórios, até porque seus familiares, quase sem esperança de vê-las curadas, muitas vezes se excluem das consultas. Muitas são consideradas pessoas que inventam sintomas e até de loucas algumas são chamadas sendo submetidas a tratamento psiquiátrico para resolver a dor que “aparentemente” não tem causa física.

    A endometriose é uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

    Não pretendemos que estas páginas sejam um tratado de endometriose, até porque a Medicina ainda precisa encontrar muitas explicações para inúmeros aspectos ligados a ela. Nosso intuito é que aqui, tanto as portadoras de endometriose quanto as pessoas que com elas convivem, tomem conhecimento dos recursos terapêuticos disponíveis nos dias de hoje, além de ressaltar enfaticamente os aspectos humanos envolvidos com a mesma. Quem tem dor e sofre é um SER HUMANO e, assim sendo, deve ser CUIDADO em toda sua integralidade.
     
    Dr. Marco Antonio Lenci
    CREMESP 37.845






    Dr. Reginaldo Guedes Coelho Lopes
    CREMESP 22.980







    terça-feira, 9 de março de 2010

    Atraso de menstruação



    Atraso de menstruação
    Atraso de menstruação não significa que você esta realmente grávida, pois há garotas que em seus primeiros anos de ciclo menstrual, os atrasos são regulares e também comuns. Umas das possíveis causas do atraso de sua menstruação pode estar relacionado a períodos de estresse, infecções, baixo peso corporal, dietas exageradas, e muitas outras causas.
    Caso sua menstruação esteja atrasada a cerca de dois a três meses, por exemplo, é necessário que você procure um médico, mais especificamente um ginecologista. Você esta em dúvida se esta grávida o não? Saiba que os sintomas de gravidez variam de mulher para mulher, sendo que você pode estar realmente grávida se:
    -Teve relações sexuais com seu parceiro sem utilizar nenhum método preservativo.
    -Está com um ou mais atrasos menstruais.
    -Teve menstruação, porém em pouca quantidade.
    -Obtiver alguns dos sintomas de gravidez.
    -Em um teste caseiro o teste foi positivo.

    Quais as principais causas de atraso de menstruação

    Quais as principais causas de atraso de menstruação
    A menstruação é acontecimento natural do corpo feminino que acontece pela primeira vez por volta dos 12 ou 13 anos de idade, que é a fase em que a menina está deixando de ser uma criança para se tornar uma mulher, essa fase é denominada adolescência, onde surgem muitas dúvidas em relação aos acontecimentos do nosso corpo e muitas vezes estes acontecimentos geram dúvidas preocupantes como no caso da menstruação.
    A menstruação nada mais é do que um processo de limpeza e renovação do nosso corpo, o sangue proveniente do corpo feminino mensalmente não é causado por nenhum ferimento ou doença e sim por um processo natural da mulher, este processo é conhecido como ovulação que é quando nós trocamos os óvulos velhos que não foram utilizados para conceber um bebê por óvulos novos para que o corpo se prepare novamente para uma possível fecundação, caso este óvulo não seja novamente fecundado ele é considerado “inútil” e expelido novamente em forma de sangue, ou seja, em forma de menstruação.
    Isso a maioria já sabe, mas e quando, mesmo depois de iniciado o ciclo menstrual da mulher, a menstruação não vem? Muita gente já imagina logo gravidez, mas apenas 65% dos atrasos de menstruação indicam uma fertilização, os outros 35% acontecem por motivos totalmente variados que indicam muitas vezes uma infecção interna de algum órgão do sistema reprodutor feminino, alguma doença, problemas emocionais como estresse, raiva, depressão, disfunção hormonal, má alimentação, desordem alimentar causada por alguma doença como anorexia e bulimia, excesso da prática de exercícios físicos ou até mesmo uma reação inesperada do corpo que não precisa necessariamente indicar um problema. As mulheres são muito frágeis, por isso qualquer coisa que aconteça, seja físico ou mental, o organismo é afetado e as reações são diversas inclusive o atraso da menstruação, portanto se você tem até 16 anos e o atraso ultrapassar o tempo de três meses você deve procurar um médico, agora se você já é uma mulher com idade entre 20 e 40 anos, qualquer que seja o atraso é recomendável que se procure um médico mesmo que você não tenha uma vida sexual ativa, pois só ele poderá indicar o melhor tratamento para o problema.

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    domingo, 7 de março de 2010

    Sangue na Urina e no Esperma


    Sangue na Urina
    A presença de sangue na urina, também chamada de hematúria, não é uma doença, porém pode ser sinal de alguma. A hematúria divide-se em macroscópica (visível) (urina  vermelha ou avermelhada)  e microscópica ( urina com coloração normal, pois a quantidade de sangue é tão pequena que só é vista com auxílio de microscópio).
    O sangramento do trato urinário pode ir e vir, mesmo em casos mais sérios, portanto um médico deve ser consultado imediatamente se algum sangue for detectado na urina, mesmo que uma só vez. A hematúria microscópica só vai ser detectada em um exame de urina, porém a constatação de sangue na urina, visível ou microscópica, requer exames complementares para que se descubra a causa.
    Às vezes, pessoas com trato urinário normal apresentarão algumas hemácias (células sanguíneas vermelhas) na urina. Caso o número de hemácias seja superior a três, em dois exames independentes, uma hematúria microscópica será constatada e, conseqüentemente, exames complementares far-se-ão necessários.
    Causas:
    São muitas e distintas as causas de uma hematúria - em cerca de 25% dos pacientes a causa é uma doença que pode ser séria. Listam-se, a seguir, os fatores que mais comumente causam a presença de sangue na urina:
    • Litíase ou cálculo urinário (principalmente renal e uretral);
    • Cistites: Infecção de bexiga acompanhada de dor durante a micção e frequente necessidade de urinar. É mais frequente em mulheres do que em homens;
    • Câncer em qualquer parte do trato urinário;
    • Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que é o aumento da próstata;
    • Ferimento, contusão: uma pancada muito forte nas costas ou na lateral do tronco pode ofender os rins e causar uma hemorragia. Exercícios muito vigorosos ou corridas de longa distância podem irritar os rins e causar hematúria;
    • Medicamentos: remédios que afinam o sangue, como anticoagulantes, medicamentos contendo aspirina e antiinflamatórios não esteróides e não hormonais (usados para tratar artrite ou para aliviar a dor) também podem provocar hematúria;
    • Alimentos: Alguns alimentos, como a beterraba, tornam a urina avermelhada devido aos fortes pigmentos que contém;
    • Problemas básicos de saúde;

    Idade e hematúria:
    De recém nascidos até 6 anos de idadeHematúria visível é algo raro nesta fase da vida. Quando ocorre é provavél que seja por problemas na coagulação sanguínea, infecções no trato urinário, defeitos de nascimento ou problemas renais.
    Jovens de até 20 anos de idadeHematúria visível é algo raro nesta fase da vida. Quando qualquer forma de hematúria ocorre, a causa mais provável é uma infecção renal causada por bactérias streptocócicas.
    Entre os 20 e 40 anos de idadeHematúria visível é normalmente resultante de infecções em alguma parte do trato urinário. Tumores de bexiga ou cálculos são possíveis causadores.
    Entre os 40 e 60 anos de idadeEntre as causas sérias, os tumores de bexiga são as mais frequentes, seguidos de cálculos e inflamações. As chances de uma hematúria significar algum problema urinário grave aumenta significativamente depois dos 50 anos. Em homens, problemas de próstata são frequentes causadores de hematúria.
    Depois dos 60 anos de idadeEm homens: lesões ou aumento da próstata;
    Em homens e mulheres: tumores de bexiga e infecções urinárias são as causas mais frequentes.
    Caso o sangue na urina seja constatado, o médico fará, além do exame físico, várias perguntas a respeito da saúde do paciente. Talvez seja possível descobrir a causa da hematúria sabendo-se quando e como ela ocorre. Por exemplo, se o sangue aparece somente no início da micção, o problema provavelmente localiza-se na uretra. Caso o sangue esteja presente só nos últimos pingos, é provável que a causa esteja na próstata ou no colo da bexiga. Quando o sangue aparece durante a micção, o problema deve estar na bexiga, no ureter ou em um rim.
    Coágulos grandes e densos, sugerem um problema de bexiga, enquanto a ausência de coágulos sugere um problema no rim ou no ureter.
    Alguns exames que o médico pode pedir incluem:
    • Exame de urina;
    • Exame de cultura de urina, normalmente pedido quando se suspeita de uma infecção urinária;
    • Exame citológico de urina, no caso de suspeita de câncer de bexiga ou de rim;
    • Urografia intravenosa (IVP): muitas das desordens urinárias podem ser detectadas através deste teste;
    • Citoscopia;
    • Dipstick: teste utilizado para detectar a presença de sangue na urina.
    O tratamento da hematúria depende do que está causando o sangramento. Uma vez que o sangramento em si não é uma doença, ele só cessará quando o problema que o está causando for tratado.

    Sangue no Esperma
    Hematospermia ou presença de sangue no esperma ejaculado, acomete homens das mais variadas faixas etárias. Na grande maioria das vezes esta alteração do ejaculado ocorre sem sintoma algum, isto é, a ejaculação acontece normalmente e o indivíduo ou sua parceira(o) nota a cor anormal do líquido espermático, que pode ser do róseo ao vermelho amarronzado, com coágulos presentes ou não. O fato de ocorrer sem maiores sintomas como dor ou ardor uretral, preocupa profundamente o homem, que fica abalado com esta emissão sanguinolenta, interpretada como sinal de coisa ruim, sendo o "câncer" a maior preocupação relatada no consultório.
    Durante a consulta, procuramos acalmar o cliente e ressaltar uma verdade sobre este sinal : "intrigante mas pouco preocupante".
    A grande maioria das hematospermias acaba sem diagnóstico preciso. Para o cliente salientamos alguns fatores que podem estar envolvidos, como por exemplo a abstinência sexual prolongada. Para tranquilidade do urologista, devemos proceder a um exame físico completo antes de solicitar exames de imagem e de laboratório. Esta gama de exames servirá também para tranquilizar ainda mais nosso cliente, que procura uma causa para o ocorrido.
    Outra causa freqüente de sangue no ejaculado, são os cálculos prostáticos formados pelas bactérias responsáveis pela "prostatite" que todo homem tem, mesmo sem sintomas. A deposição de cálcio é originada pelo metabolismo do germe dentro da glândula prostática. Como neste RX, os cálculos são inúmeros e podem "machucar" a glândula, originando o sangue encontrado na ejaculação.
    Não é obrigatório o indivíduo com cálculos prostáticos ter hematospermia, mas deve-se investigar a presença destes, por ecografia ou RX.
    Raramente necessitamos "tratar" a hematospermia, que cede naturalmente como veio. Nestes casos a orientação do urologista é o melhor remédio.

    Enurese 
     
    É a eliminação involuntária de urina em crianças além da idade na qual o controle vesical é normalmente obtido. A enurese, diurna ou noturna, é considerada um sintoma e não uma doença. A idade referida acima varia de autor para autor mas está ao redor dos cinco anos de idade. Além da idade e sexo, também é importante o urologista saber com que frequência esta ocorre, condições psicológicas da criança e ansiedade dos pais quanto ao problema, hábitos higiênicos, alterações do sono, antecedentes familiares, tipo de parto, tratamentos prévios, etc...
    A enurese dificilmente tem relação com problemas psicológicos, mas traz problemas de auto-estima para seu portador. A criança enurética tem vergonha de seus amiguinhos e coleguinhas por usar fralda, afastando-se de programas onde isto pode ser revelado. Não é recomendável ao pais censurar a criança por urinar na cama ou na roupa, ou privá-la de atividades sociais, pois isto afetará ainda mais sua auto-estima.
    Uma vez diagnosticada a enurese, esta poderá ser tratada logo que a criança esteja apta a receber o tratamento, muitas vezes longo e com participação decisiva dos pais. Observamos bons resultados a partir dos seis anos de idade. A consulta é especialmente esclarecedora para os pais que quase sempre associam a enurese noturna com problemas psicológicos e neurológicos.

    Má formações congênitas
     
    São alterações da anatomia normal do aparelho urinário, diagnosticadas muitas vezes antes do nascimento da criança pela ecografia (ultrassom) pré-natal,como por exemplo, a hidronefrose. Outras somente se manifestam durante o crescimento da criança, como a varicocele no menino. Muitas delas, isoladas ou associadas a outras síndromes (conjunto de alterações características de uma doença) são incompatíveis com a vida, como a agenesia renal bilateral.
    A figura ao lado apresenta um raio X (urografia excretora) de rim em ferradura.
    A Embriologia (estudo da formação dos tecidos do organismo) nos mostra que a formação do aparelho urinário é muito interessante e complexa. Por exemplo, os rins são formados na altura em que estão no adulto, mas os ureteres são formados perto da bexiga. Ambos os cotos, dos rins e dos ureteres migram para o centro do corpo para se encontrarem, se fundirem e permitirem a passagem da urina do rim até a bexiga. Com os testículos ocorre o mesmo. São formados abaixo dos rins e migram para a bolsa escrotal por estímulo hormonal. Assim, fica mais fácil de entender porque na cólica renal, pode doer também o testículo e a raiz da coxa do mesmo lado, pois existem ramos nervosos comuns.
    A figura à esquerda apresenta o aspecto ao raio X (urografia excretora) de estenose de junção ureteropiélica  (JUP) com hidronefrose.
     
    Duplicidade incompleta do rim esquerdo
    (ureter acessório não vai até a bexiga)

    Hidronefrose
    Hidronefrose é a dilatação da pelve renal e das demais estruturas do rim (cálices) decorrente de alguma obstrução no trajeto normal da urina, que continua a ser produzida (secretada) normalmente pelo rim, mas não tem como ser eliminada (excretada). Em razão disto, o volume de urina que progressivamente aumenta dentro do rim, faz com que este se dilate, para acomodar mais líquido.
    Se esta obstrução for aguda e total, haverá dor renal (cólica renal) importante, com provável necessidade de medicação intravenosa. Se houver uma discreta obstrução, mas que prejudique o fluxo normal de urina, com na estenose congênita da junção ureteropiélica (ou pieloureteral) por exemplo, haverá um lento e discreto aumento volumétrico da pressão intra renal e de sua dimensões, que com o tempo (meses, anos....) poderá levar à destruição total do parênquima do rim afetado.
    Situações como gestação e infecções urinárias podem cursar com hidronefrose fisiológica (que vai regredir após), a primeira pela compressão ureteral pelo útero gravídico e a segunda por atonia muscular do ureter e pelve renal, pela infecção.
    Se houver dilatação também do ureter, chama-se ureterohidronefrose, comum nas obstruções abaixo da pelve renal, em qualquer porção do ureter (superior, médio e inferior), por cálculo urinário, tumores, ligaduras iatrogênicas, etc. A figura à direita apresenta um raio X com ureterohidronefrose à direita (dilatação do ureter até o rim, incluindo este), por obstrução na passagem de urina na pequena pelva,
    provavelmente cálculo ureteral.
    O diagnóstico das dilatações acima citadas é extremamente fácil, pela ecografia (inclusive antes do nascimento -  diagnóstico pré-natal) e pela urografia excretora.
    A figura à esquerda apresenta o aspecto ao raio X (urografia excretora) de estenose de junção ureteropiélica  (JUP) com hidronefrose.



    Estenose
    O termo estenose refere-se no ser humano, ao estreitamento de um órgão tubular, como a uretra, artérias, veias, intestinos, etc. Não confundir com atresia, que denota falta de desenvolvimento.
     A estenose uretral, estreitamento uretral ou ainda "calo" uretral, é a diminuição do diâmetro da "luz" (parte oca do canal) da uretra, acarretando sintomas do tipo obstrutivo, como jato urinário fraco, necessidade de fazer força para urinar, resíduo pós-miccional e ainda sintomas irritativos, como ardência ou dor ao urinar e freqüência urinária elevada.
     
    1. Área de estenose
    2. Bexiga
    3. Uretra normal
    4. Esfíncter externo
    5. Uretra prostática
    Uretrocistografia
    Vista endoscópica de estenose de uretra
    Pode ter origem traumática, como nas fraturas de bacia, quedas "a cavaleiro" ou ainda uso prolongado de sonda uretral, resultando em lesão, que ao cicatrizar poderá tornar-se uma área de estenose. A forma mais comum é ainflamatória, após doenças venéreas, como a gonorréia, mesmo anos após o tratamento.
    Seu diagnóstico pode ser realizado por uretroscopia ou uretrocistografia (RX).

    Exemplo de RX de estenoses uretrais


    Urolume
    Urolume é uma espécie de tubo feito de uma minúscula cesta metálica, que funciona como um dilatador de uma porção estenosada (estreitada - Leia em Estenose de Uretra ) da uretra masculina, geralmente, na uretra posterior. Funciona como um "stent " de coronária,  que é aquela  " molinha " que se coloca nas artérias do coração, para evitar que as coronárias fechem e o indivíduo sofra mais um enfarte.  É muito semelhante mas tem tamanho maior.  É considerado um método minimamente invasivo pois é introduzido pela uretra, sob visão direta do urologista no vídeo, sob um bloqueio anestésico (raqui ou peridural). Existem algumas possíveis complicações, como a migração para dentro da bexiga, para o esfíncter externo (deixando o indivíduo incontinente urinário até a remoção ou reposicionamento do Urolume), formação de cálculos urinários no implante Urolume e mais raramente a erosão (perfuração) da uretra.



    http://www.uro.com.br/doencas.htm

    sexta-feira, 5 de março de 2010

    Artrite



    A palavra artrite significa literalmente inflamação da articulação, mas freqüentemente é utilizada para se referir a um grupo de mais de 100 doenças reumáticas que podem causar dor, enrijecimento e edema das articulações. Estas doenças podem afetar não somente as articulações mas também outras partes do corpo, incluindo estruturas tão importantes como músculos, tendões, ossos, ligamentos e diversos órgãos internos.

    O que causa artrite?
    A dor da artrite decorre de diferentes fatores, dentre eles: inflamação da membrana sinovial, dos tendões, dos ligamentos, das fibras musculares, e fadiga. A combinação destes fatores contribui para a intensidade da dor.
    A intensidade da dor na artrite varia grandemente de indivíduo para indivíduo. Cada pessoa possui um limiar diferente para a dor, o que depende de aspectos físcios e emocionais – depressão, ansiedade, e até mesmo hipersensibilidade nos locais afetados pela artrite.
    Como é feito o tratamento?
    Não existe um tratamento único que possa ser aplicado a todas as pessoas com artrite. Cabe ao profissional de saúde que está prestando a assistência desenvolver uma abordagem específica para minimizar a dor e melhorar o funcionamento das articulações. Relacionamos abaixo algumas medidas que podem ser utilizadas para aliviar a dor a curto prazo: 
    1. Medicações: uma vez que as pessoas com osteoartrite possuem uma inflamação pequena e discrea, já se consegue alívio da dor com o uso de analgésicos como o paracetamol. Os pacientes com artrite reumatóide geralmente apresentam dor causada por inflamação e em geral se beneficiam mais com o uso de aspirina ou outros antiinflamatórios não-hormonais, tais com oibuprofeno, meloxicam, diclofenaco e etc.
    1. Aplicação de calor e gelo: a decisão de utilizar calor ou gelo na artrite depende do tipo de artrite de deve ser discutida com o(a) médico(a). Compressas de calor no local da dor por cerca de 15 minutos aliviam a dor. Compressas geladas pelo mesmo período reduzem o edema e a dor. Na presença de problemas de circulação, não utilizar compressas geladas.  
    1. Proteção da articulação: talas ou tipóias podem ser úteis, seguindo sempre as recomendações do(a) médico(a).
    1. Massagem: quando aplicada adequadamente e por pessoa habilitada, aumenta o fluxo sanguíneo e relaxa a área tensa. Contudo, as articulações inflamadas são muito dolorosas, e o fisioterapeuta deve estar bastante familiarizado com a doença subjacente.
    1. Acupuntura: este procedimento só deve ser realizado por um profissional habilitado. Acredita-se que a acupuntura provoca a liberação de substâncias químicas naturais produzidas pelo sistema nervoso (endorfinas), aliviando a dor.  
    O que pode-se utilizar para aliviar a dor a longo prazo?
    1. Anti-inflamatórios não-hormonais (AINH): esta classe de medicamentos, que inclui a aspirina e o diclofenaco, é utilizada para reduzir a inflamação e pode ser utilizada tanto no tratamento a curto quantoa longo prazo para aliviar a dor em pacientes vítimas de osteoartrite ou artrite reumatóide.
    1. Anti-reumáticos: estes medicamentos são utilizados para tratar pacientes com artrite reumatóide que não obtiveram bons resultados com o uso de AINHs. Fazem parte deste grupo: metotrexate, hidroxicloroquina, penicilamina e injeções de ouro. Acredita-se que estas drogas influenciem e corrijam anormalidades do sistema imune responsáveis por doenças como a artrite reumatóide. O tratamento com estes remédios exige um monitoramento(a) médico(a) cuidadoso devido aos efeitos colaterais.
    1. Corticosteróides: hormônios bastante eficazes no tratamento da artrite. Os corticosteróides podem ser administrados por via oral ou injetável. A prednisona é ocorticóide mais utilizado por via oral para reduzir a inflamação da artrite reumatóide. Tanto na artrite reumatóide como na osteoartrite, o(a) médico(a) também pode injetar corticosteróides na articulação acometida, parando a dor. Uma vez que injeções frequentes podem danificar a cartilagem, elas só devem ser empregadas uma ou duas vezes no intervalo de um ano.
    1. Redução do peso: os quilos em excesso colocam um estresse extra sobre as articulações que sustentam o corpo, tais com joelhos e quadris. Pesquisas mostraram que mulheres obesas que emagreceram também experimentaram uma redução substancial no desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos. Ainda, na presença de osteoartrite em um joelho, a redução de peso ajuda a diminuir a chance de ocorrência da doença no outro joelho.
    1. Exercícios: nadar, caminhar e praticar exercícios aeróbicos de baixo impacto reduzem a rigidez e a dor articular. Alongamentos são úteis.
    1. Cirurgia: alguns pacientes com artrite podem necessitar de cirurgia para remoção da sinóvia (sinovectomia) ou realinhamento da articulação (osetotomia), ou, em casos avançados, substituição da articulação afetada por uma prótese. A substituição completa da articulação não somente oferece um alívio dramático da dor como também tem melhorado a mobilidade de muitas pessoas com artrite.


    Dr. Alessandro Loiola, MD
    •  Médico, especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Belo Horizonte.
    •  CRMMG 30.278
    •  Staff e Membro da Comissão de Ética do Hospital Nossa Senhora Aparecida, BH.
    •  Membro do Conselho Consultivo Editorial de E-Biomed Brazil (www.ebiomedbrazil.com ).
    •  Membro do Health Advisory Board - P/S/L Resarch Group (www.pslresearch.com ) para conteúdo médico-científico em websites.
    •  Membro da AMIA – American Medical Informatics Association (www.amia.org).
    •  Membro da SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
    •  Membro do CBTMS – Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde ( www.cbmts.com.br )
    ã Copyright by Alessandro Loiola & BioInfo ä , 2001-2005. Todos os direitos reservados.


    quinta-feira, 4 de março de 2010

    Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology


    Pedras na vesícula podem ser fator de risco independente para diabetes mellitus tipo 2, segundo artigo do American Journal of Epidemiology

    A presença de pedras na vesícula ou nos rins já foi associada com a resistência insulínica. Já o risco que essas patologias apresentam para o desenvolvimento do diabetes mellitusainda não está esclarecido.
    Em artigo publicado no American Journal of Epidemiology, a presença de pedras na vesícula(colelitíase) foi identificada como um fator de risco independente para o desenvolvimento do diabetes mellitustipo 2. A nefrolitíase (pedras nos rins) não foi associada ao maior risco de desenvolvimento deste tipo dediabetes.

    Participantes do European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC)-Potsdam Study, na Alemanha, relataram 849 novos casos de diabetes mellitus tipo 2 entre 25.166 participantes – casos confirmados por seus médicos, durante acompanhamento de sete anos. Após ajustes estatísticos para sexo, idade, circunferência abdominal e fatores de risco relacionados ao estilo de vida, pessoas com pedras na vesícula (n=3.293) apresentaram risco aumentado para diabetes mellitus tipo 2, enquanto aquelas com pedras nos rins (n=2.468) não tiveram aumento no risco para esta doença.

    Estes resultados sugerem que a colelitíase, mas não a nefrolitíase, possa predizer o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2, fornecendo uma oportunidade de intervenção com medidas preventivas.