| Acometendo cerca de 10% das mulheres em todo o Mundo e diminuindo substancialmente sua qualidade de vida, uma vez que a dor pélvica é freqüente e muitas vezes incapacitante até para as tarefas mais simples, ela é considerada uma doença importante sendo inclusive objeto da realização de congressos mundiais. É a chamada doença da mulher moderna, que se vê obrigada a executar inúmeros papéis ao mesmo tempo, o que acarreta um significativo desgaste físico e espiritual. Quem cuida de mulheres portadoras de endometriose se depara com pessoas cansadas, entristecidas, deprimidas e muitas vezes frágeis pela dor que enfrentam. Apresentam quadros dolorosos crônicos que muitas vezes se agudizam, e que praticamente não mais respondem a analgésicos comuns o que as obriga a procurar ajuda sistematicamente para terem suas dores atenuadas. São levadas por familiares, que não sabem mais o que fazer quando as vêem com tanta dor. Estas mulheres, que já consultaram médicos das mais diversas especialidades e até mesmo muitos ginecologistas, sem terem obtido o diagnóstico de sua enfermidade, sentem-se angustiadas e ansiosas para se verem livres das dores rotineiras. A remota possibilidade de pensarem que irão senti-las novamente as deixam absolutamente desesperadas. Há também as que se sentem sozinhas em sua longa peregrinação pelos consultórios, até porque seus familiares, quase sem esperança de vê-las curadas, muitas vezes se excluem das consultas. Muitas são consideradas pessoas que inventam sintomas e até de loucas algumas são chamadas sendo submetidas a tratamento psiquiátrico para resolver a dor que “aparentemente” não tem causa física. A endometriose é uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres. Não pretendemos que estas páginas sejam um tratado de endometriose, até porque a Medicina ainda precisa encontrar muitas explicações para inúmeros aspectos ligados a ela. Nosso intuito é que aqui, tanto as portadoras de endometriose quanto as pessoas que com elas convivem, tomem conhecimento dos recursos terapêuticos disponíveis nos dias de hoje, além de ressaltar enfaticamente os aspectos humanos envolvidos com a mesma. Quem tem dor e sofre é um SER HUMANO e, assim sendo, deve ser CUIDADO em toda sua integralidade. | |
| Dr. Marco Antonio Lenci CREMESP 37.845 | Dr. Reginaldo Guedes Coelho Lopes CREMESP 22.980 |
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quarta-feira, 10 de março de 2010
ENDOMENTRIOSE
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