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terça-feira, 20 de abril de 2010

AOS USUÁRIOS DE PCs. "Síndrome da Visão do Computador = Cansaço "


Brasileiros batem recorde de tempo de navegação na internet. É preciso observar alguns cuidados com os olhos para navegar por tanto tempo.


O brasileiro ficou em média 21 horas e 44 minutos navegando na internet, em abril de 2007,e bateu o recorde histórico de tempo de acesso desde que a pesquisa do Ibope/ NetRatings começou a ser feita, em setembro de 2000. Os 25 milhões de brasileiros que acessam a internet de casa navegaram 49 minutos a mais do que em março, aumento de 3,9%. A pesquisa revelou também que os sites mais visitados pelos brasileiros foram MSN/ Windows Live (79,5%), Google (68,4%) e Microsoft (91,2%).

Com tanto tempo de navegação em casa somado ao uso do computador no escritório, é comum que surjam queixas como dor de cabeça, olhos cansados, olhos secos, visão embaçada... "Todos estes sintomas estão associados à 'Síndrome da Visão de Computador', que não existe do ponto de vista científico. Na verdade, o uso do computador leva ao cansaço da visão, da mesma forma que a leitura prolongada de um livro", explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, IMO.

"O cansaço é uma reação natural dos olhos à tensão a que são submetidos, já que o usuário precisa forçá-los constantemente para conseguir foco e enxergar imagens bem definidas a partir de pontos minúsculos chamados pixels", explica Centurion. Juntamente com a tendinite, causada pela repetição de movimentos do mouse e no teclado, a Síndrome da Visão de Computador é uma das características da força de trabalho moderna.

Agravantes do problema

O ambiente e as condições de trabalho – ar-condicionado muito forte e luz inadequada, por exemplo – influem de maneira significativa nas alterações do filme lacrimal. A Síndrome do Olho Seco está diretamente relacionada à variação no número de piscadas durante o período de uso. "O número normal de piscadas de um indivíduo está entre 15 a 20 piscadas por segundo, mas cai de 10% a 30% durante o trabalho", destaca a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.

Essa diferença no número de piscadas é uma das causas para a maior evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular. "Um portador de olho seco pode ter a condição extremamente exacerbada pelo uso excessivo do computador", destaca Sandra Alice. Piscar é fundamental, pois faz a troca do filme lacrimal, uma película de lágrima que fica sobre a córnea, responsável pela manutenção da umidade dos olhos, indispensável para uma boa visão. A médica recomenda uma pausa de pelo menos 10 minutos a cada hora trabalhada, para que o profissional relaxe e volte a piscar normalmente.



Os sintomas da fadiga visual também costumam aparecer naqueles que ficam muitas horas jogando vídeo game e nas pessoas que necessitam de óculos em atividades que exigem esforço visual, mas que acabam não usando as lentes. "É recomendável piscar mais os olhos também quando a pessoa assiste a um filme no cinema ou na TV", recomenda a médica.

Além dos sintomas de olho seco, as longas horas diante do monitor provocam o cansaço da visão, cientificamente conhecido como astenopia. Já o foco prolongado causa sintomas como dor-de-cabeça frontal, episódios de embaçamento e desconforto visual. "A posição do monitor também pode afetar a exposição do olho. O ideal é que o monitor fique um pouco abaixo da linha dos olhos, forçando as pálpebras superiores a diminuir a área de exposição", recomenda a oftalmologista.

Como amenizar os efeitos

Os efeitos do uso do computador sobre a visão já são tão marcantes que foi criada uma área da ciência multidisciplinar para estudá-los, chamada Ergoftalmologia, cujo foco é propor um melhor relacionamento entre a visão e o trabalho. No dia-a-dia, entretanto, bom senso e algumas medidas simples podem poupar os olhos de quem passa horas diante da tela do computador. Veja as recomendações da equipe de Oftalmologia do IMO:

* Um bom começo é diagnosticar as causas para a Síndrome da Visão de Computador e eliminá-las do local de trabalho;
* Portadores da Síndrome do Olho Seco não devem esquecer das lágrimas artificiais, que ajudam a manter os olhos lubrificados durante o dia;
* Quem tem desconforto visual ou dor de cabeça deve fazer pausas durante o período de utilização do computador, olhando para um ponto no horizonte, a uma distância de pelo menos 6 metros. Essa medida proporciona o relaxamento do músculo da acomodação;
* É preciso evitar ventilador ou ar condicionado direto sobre o rosto quando se está no computador;
* É recomendável o uso de proteção de tela para controlar a luminosidade e que a posição da máquina esteja na altura ou um pouco abaixo da linha dos olhos, nunca acima. Caso o equipamento fique acima dos olhos, ocorre um aumento da fenda palpebral, o que, além da lágrima evaporar mais rapidamente, causa uma exposição maior dos olhos;
* Para aqueles que utilizam lentes de contato e trabalham com computador em ambientes com ar condicionado, é necessário fazer uso de colírio lubrificante para amenizar os sintomas da fadiga visual, pois serão comuns ardência, olhos vermelhos, irritação e secura;
* O usuário de computador deve fazer consultas oftalmológicas, periodicamente, e evitar a automedicação para resolver o mal estar causado pela vista cansada.

Crianças também têm queda de cabelo

Segundo o médico tricologista Dr. Ademir Jr., as crianças também sofrem com a queda de cabelos. Ele afirma que apesar de não ser algo tão frequente, quando ela se manifesta, torna-se motivo de muita ansiedade por parte da própria criança em seu meio social, assim como dos pais.
“As principais causas de quedas capilares em crianças estão, geralmente, relacionadas ao estresse. É o caso do eflúvio telógeno e da alopecia areata, ambos comum em adultos. Estas quedas ocorrem normalmente após algum período de dificuldade para a criança, fazendo com que os cabelos caiam de forma difusa ou localizada”, diz o tricologista.
Dr. Ademir explica que quando ocorre de forma difusa, muitas vezes pode passar despercebida clinicamente e costuma se resolver sem tratamento depois de algum tempo. “Porém, quando se trata da alopecia areata, ou seja, localizada, formando placas arredondadas ou elípticas de áreas sem fios e com cabelos que se soltam em chumaços, o quadro se demonstra física e psiquicamente mais sério”.
A explicação do médico é que a alopecia areata infantil também tende a ser mais resistente a tratamentos, principalmente quando os pacientes têm histórico de alergias prévias (de pele, ou respiratórias – rinite e asma), conhecidos como pacientes atópicos. “Casos mais complicados podem ocorrer com a ampliação e confluência das placas de alopecia, como o desenvolvimento do acometimento de todo o couro cabeludo e, em situações mais complicadas, com o comprometimento de todos os pêlos do corpo”, afirma o médico.
Dr. Ademir alerta que os pais devem sempre estar atentos e, ao perceber quaisquer modificações na quantidade de cabelos que a criança perde ou o aparecimento de áreas calvas no couro cabeludo, precisam procurar um especialista sem perda de tempo. Ele ainda completa que de um modo geral, quando o tratamento se inicia logo que o problema é diagnosticado, o comprometimento se torna menor e os resultados costumam ser mais efetivos.
Segundo o tricologista, ainda há as perdas de cabelo pelo próprio arrancamento dos fios pelo paciente, conhecida como tricotilomania, um distúrbio que deve ser acompanhado pelo dermatologista em conjunto com o profissional de apoio psicológico (psicólogo ou psiquiatra), e as genodermatoses. “Estas últimas fazem com que os pacientes manifestem logo ao nascimento ou algum tempo depois distúrbios de anormalidade dos fios que os tornam mais fracos e quebradiços”.
Ele sugere que os pacientes de qualquer faixa etária, ao menor sinal de quedas capilares procurem um profissional especialista em cabelos (tricologista) ou um dermatologista para o diagnóstico adequado e instituição de tratamento precoce. “Nas crianças, em virtude de todo o comprometimento que as perdas capilares podem acompanhar no seu desenvolvimento psíquico, esta atenção precisa ser redobrada”, afirma Dr. Ademir.

Fonte
Ademir Jr. (CRM 92.693) – Médico dermatologista especialista em tricologia (medicina capilar) pela Internacional Association of Trichologists. Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Termalismo, e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Presidente do Grupo de Apoio a Portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos – GAPSOP. Professor de Anatomia e Fisiologia da pele no curso de Pós-Graduação em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz – SP/SP. Autor dos Livros: “Socorro, estou ficando careca”, publicado pela Editora MG em 2005, “Tem alguma coisa errada comigo - Como entender, diagnosticar e tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos”, publicado pela Editora MG em 2004 e “É outono para meus cabelos - histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar”, editado pela Editora Summus.
www.ademirjr.com.br – Tel (11) 3864-3967 / (11) 9495-4159

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