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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Saiba mais sobre Vista Cansada ou Presbiopia

Vista Cansada ou Presbiopia é a perda progressiva da capacidade dos olhos focalizarem imagens de perto que ocorre em função da idade. Existem muitas hipóteses sobre as causas desta condição visual, mas sabe-se que a presbiopia faz parte da evolução natural do homem com o avançar da idade.
A causa principal da presbiopia é o aumento na rigidez da lente natural do olho humano que perde a capacidade de focar objetos de perto. Isso ocorre com todos os seres humanos. Alguns já percebem a partir dos 40 anos e outros um pouco mais tarde com 45-50 anos.
Os sintomas principais da Presbiopia sãp: cansaço visual com a leitura e necessidade de maior iluminação para ver objetos e letras pequenas. Há ainda a necessidade de afastar objetos para enxergá-los melhor, o popularmente chamado "braço curto". Dor de cabeça relacionada ao esforço visual e aumento da sonolência com a leitura prolongada também podem ocorrer.
O diagnóstico é feito pelo oftalmologista na consulta oftalmológica. O paciente apresenta as queixas acima descritas e no exame oftalmológico observa-se que há alteração na medida da acuidade visual para perto.
A acuidade visual para perto é testada com uma tabela específica chamada tabela de Jaegger. O paciente présbita não consegue ler as letras pequenas da tabela na distância padrão.
presbiopia2
Ilustração: Carol Juste
 
Vista_Cansada
Ilustração: Kauê T. Freitas
Não existem fatores de risco para a Presbiopia. Esta doença ocorre em todas as pessoas desde que atinjam a idade em que ela se apresenta. Os míopes, como são naturalmente focados para perto, tendem a sentir menos os sintomas da presbiopia.
Prevenção
Não há prevenção para a presbiopia, ela faz parte da evolução natural do ser humano. Já a correção da presbiopia pode ser feita com óculos ou lentes de contato. Os óculos podem ser unifocais (apenas para perto), bifocais ou multifocais.
Os óculos unifocais para perto são indicados para os pacientes que nunca usaram óculos e apresentam-se na fase inicial da presbiopia. A indicação de óculos multifocais ou bifocais impõe-se quando o indivíduo necessita com freqüência alternar visão para longe e perto em suas atividades diárias.
Para os pacientes que não aceitam ou não desejam o uso de óculos, a presbiopia pode ser compensada com o uso de lentes de contato rígidas ou gelatinosas. Os óculos e as lentes de contato são métodos efetivos para correção da presbiopia, mas existe uma demanda considerável por sua correção cirúrgica.
Quanto à cirurgia, existem diversas técnicas. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo oftalmologista e os benefícios e riscos analisados antes de qualquer intervenção.


Fonte: Portal Idmed
Última atualização ( Qua, 23 de Fevereiro de 2011 16:23 )   http://www.portaldaoftalmologia.com.br/site/site2010/index.php?option=com_content&view=article&id=45:joomla-community-portal-online&catid=1:latest-news
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Hemospermia (presença de sangue no esperma)

O que é? 

A presença de sangue no esperma dando-lhe um aspecto achocolatado ou mesmo avermelhado. 

Como se desenvolve? 

O sangue no esperma pode se originar na próstata e/ou nas vesículas seminais, secundário a processos infecciosos, tuberculose ou câncer. Os ductos ejaculatórios também podem ser a sede do sangramento devido a processos inflamatórios ou cálculos. Entretanto, na maioria das vezes, a hemospermia não tem uma explicação objetiva e nem significado clínico importante. 

O que se sente? 

Geralmente o que traz o paciente ao consultório é a alteração na cor do esperma. Com o uso mais difundido dos preservativos, há maior possibilidade do paciente checar o aspecto do seu esperma. 

Os pacientes com hemospermia podem apresentar sintomas concomitantes visto que a mesma é assintomática. Ardência uretral, dificuldade de urinar e freqüência aumentada de micções levam a pensar que uma patologia prostática, vesical ou nas vesículas seminais possa estar por trás do problema. Outro grupo de pacientes é completamente assintomático tendo como única queixa a alteração na cor do esperma. 

Como se faz o diagnóstico? 

A história do paciente é típica. Raramente chega-se ao ponto de fazer um exame do conteúdo do esperma. Na avaliação do paciente devemos descartar o uso de ácido acetil-salicílico o qual altera a coagulação. Todo o paciente deve ser examinado do ponto de vista urológico principalmente os que apresentam sintomas paralelos. 

Exames de urina, urocultura com antibiograma fazem parte da rotina diagnóstica. O exame mais importante na avaliação da hemospermia é a ecografia transretal a qual nos dará uma visão da anatomia das vesículas seminais, próstata e uretra prostática. Cálculos prostáticos ou de ductos ejaculadores, obstrução dos ductos deferentes e vesículas seminais, cistos prostáticos ou de condutos deferentes poderão aparecer como causa da hemospermia. 

Como se trata? 

O tratamento pode ser conservador com interrupção da atividade sexual por um breve período, evitar traumatismos sobre a próstata (períneo) como andar de bicicleta, moto ou fazer hipismo. 

Drogas antiinflamatórias podem ser usadas com um efeito questionável. Inibidores do crescimento prostático têm sido usados ultimamente com relativo sucesso como a finasteride. Quando uma causa objetiva for encontrada deve ser tratada. Por exemplo, uma prostatite bacteriana pode ser causa de hemospermia. Nessa situação, antibióticos devem ser instituídos. 

Como se previne? 

Na maioria dos pacientes, a causa é desconhecida logo a prevenção fica comprometida.


Fonte: Medcentersul \
http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=550

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saiba o que é Uretrite, e algumas causas dela

Sintomas da uretrite
 É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina.

Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). 

Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença. 

As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. 

O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado. 

As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST. 

Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma.

A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. 

Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.

Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. 

Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.



Font: http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=167

Dor na Relação Sexual? Saiba alguns Fatores

Dor X Prazer
Alguma coisa está errada se o ato sexual machuca e o desconforto toma o lugar do prazer. quem sente dor durante a relação precisa investigar se a causa tem a ver com problemas físicos ou emocionais. 

Apesar de ser freqüente, a dor na hora do sexo não faz parte das principais queixas que chegam aos ginecologistas – esse sintoma não costuma ser o motivo da consulta. Também não é comentado espontaneamente por uma questão de pudor ou por não parecer um sinal de doença para grande parte das pacientes. Mas o problema acaba transparecendo durante o interrogatório médico, por trás de outras reclamações, ou no exame clínico, quando o desconforto fica evidente.
Uma pesquisa nacional feita pelo ProSex – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo – aponta que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual. O nome dessa dor é dispareunia, um problema que pode ter inúmeras origens e que, por isso, nem sempre é fácil de se diagnosticar: a mulher pode ter cistos, tumores ou cicatrizes; mas o motivo às vezes é circunstancial, como uma irritação provocada por produtos químicos ou medicamentos. Segundo os especialistas, as causas mais comuns dessa disfunção sexual são as infecções pélvicas, a endometriose, as dificuldades de lubrificação e as questões de fundo psicológico. Confira como a dispareunia se manifesta em cada uma dessas situações:

INFECÇÕES PÉLVICAS

As doenças que irritam a mucosa que reveste o interior da vagina podem provocar ardor, sensação de queimação, coceira e dor. É o caso de algumas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como herpes, candidíase, vaginose bacteriana, clamídia e gonorréia, e de infecções das vias urinárias, como cistite. 

TRATAMENTO: a vagina saudável normalmente tem uma mucosa rósea e espessa. O médico vai investigar e tratar quando a mucosa estiver muito fina e pálida ou, ao contrário, avermelhada, com aspecto irritado, o que inevitavelmente causa dor. Aqui, o primeiro passo é combater o foco da infecção e, em um segundo estágio, recuperar as paredes vaginais com medicação adequada.

ENDOMETRIOSE

O endométrio é uma mucosa que reveste o útero, um tecido fininho como o dos lábios. Mensalmente, essa camada descama quando a mulher menstrua e, logo em seguida, volta a se recompor, renovando todo o interior da cavidade uterina. A inflamação dessas células é um problema comum – uma das principais causas de infertilidade feminina –, e quase sempre acontece dentro do próprio útero. Mas é possível que partes desse tecido migrem para fora do útero e se fixem nos ovários, no colo do útero ou na região das trompas, configurando a chamada endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e dolorido – é por isso que a mulher com endometriose sente dor quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina.

TRATAMENTO: o procedimento varia, dependendo do grau (de 1 a 4) de endometriose e do momento de vida da mulher. Se a paciente tem mais de 35 anos, já tem filhos e está com endometriose nos ovários, muitos médicos podem sugerir uma solução radical, como a retirada dos ovários ou do útero.Em mulheres mais jovens, porém, os pontos afetados pela endometriose podem ser cauterizados por meio de laparoscopia. Nesses casos também é comum recorrer a remédios que inibem a menstruação – sem esse estímulo, os focos de endometriose murcham, aliviando a dor. Trata-se de uma trégua temporária – só um intervalo –, já que a doença não tem cura e a única solução é a cirurgia.

TENSÃO

Ao contrair exageradamente a musculatura do períneo -o osso que fica entre a vagina e o ânus-, dificultando a entrada e a movimentação do pênis, a mulher acaba propiciando um quadro típico de vaginismo, problema de fundo emocional na maior parte dos casos. O bloqueio pode ser fruto de temores ligados à idéia da penetração, e leva muitas pacientes a desenvolver um tipo de tensão crônica. Em alguns casos, porém, a tensão não é a principal culpada da história: talvez seja só uma reação à dor que já existe por causa de outros problemas. Por exemplo: uma inflamação local pode tornar a relação sexual desagradável, fazendo com que a mulher tensione a vagina num ato involuntário de defesa contra a dor. 

TRATAMENTO: as questões emocionais sempre têm forte influência nos quadros de dispareunia, mesmo quando elas agem como um fator associado e não como motivo principal da dor. Mas, quando a causa é 100% emocional, é melhor substituir o ginecologista pelo psicólogo. Com a ajuda desse profissional o problema ganha outra abordagem: com tempo e uma compreensão mais ampla, a mulher pode superar seus medos e se entregar ao ato físico com o relaxamento natural e necessário.

LUBRIFICAÇÃO
É o resultado direto da excitação. Nessa fase, acontece um aumento da concentração de sangue na vagina, o que estimula a secreção de muco através das glândulas do colo cervical e da mucosa vaginal. Assim, se a mulher não está suficientemente lubrificada, a relação vai ser desconfortável. As causas desse problema variam: a mais comum é a queda da produção hormonal, que acontece durante a menopausa, fazendo com que a vagina perca elasticidade; mas a secura vaginal também pode ter a ver com falta de libido, amamentação, uso excessivo de absorventes internos ou, ainda, ser um efeito colateral de medicamentos específicos.

TRATAMENTO: dependendo do caso, o médico pode recomendar o uso de lubrificantes locais que facilitam o ato sexual. Às vezes, a solução é a reposição hormonal (no caso da menopausa). E, em outras situações, o ginecologista pode sugerir ajuda psicológica: essa é a melhor indicação quando a falta de lubrificação estiver ligada a problemas com a libido.

NADA A VER COM TAMANHO
É possível que a vagina seja curta em relação ao pênis, mas isso é raro. Quando acontece, o contato sexual machuca a musculatura do aparelho genital feminino. Ainda assim, o casal pode buscar posições mais confortáveis, em que essa desproporção não vai incomodar. Para a grande maioria das pessoas, porém, a anatomia não atrapalha: a vagina é elástica e quando está lubrificada se ajusta naturalmente, mesmo se o órgão masculino for avantajado.

 

Font: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML403156-1744,00.html

sábado, 3 de abril de 2010

Adultos de 20 a 29 anos devem se vacinar contra a gripe H1N1 a partir desta segunda-feira, 5 de abril


Gestantes, crianças de seis meses a menores de dois anos e doentes crônicos também podem ser vacinados até 23 de abril, além das pessoas de 20 a 29 anos 

Começa nesta segunda-feira, dia 5 de abril, a terceira etapa da estratégia nacional de vacinação contra a influenza H1N1. Adultos com idade entre 20 e 29 anos têm até o dia 23 de abril para tomar a vacina. A meta do Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 80% do público-alvo desse grupo, formado por 35,1 milhões de pessoas. Essa faixa etária foi a que teve o maior número proporcional de casos de doença respiratória grave causada pelo novo vírus no ano passado: 24% do total de 44.544 casos, em todo o país. O grupo também concentrou 20% das mortes ocorridas em 2009 (ao todo, foram 2.051). 

Em virtude do feriadão da Semana Santa, o Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de grávidas, doentes crônicos (exceto idosos) e crianças de seis meses a menores de dois anos até o dia 23 de abril. Assim, a segunda etapa, que terminaria na última sexta-feira (2), deverá continuar ao longo da terceira fase. Os estados, em parceria com os municípios, são responsáveis por definir e divulgar os locais e horários de vacinação. Em todo o país, são mais de 36 mil salas de imunização. Para serem vacinadas, as pessoas de 20 a 29 anos devem ir aos postos de vacinação levando documento de identidade com foto. 



http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=11215

terça-feira, 16 de março de 2010

MUCOPOLISSACARIDOSES

Lúcia de Fátima Sena Mendes¹,
José Robério de Sousa Almeida²
_____________________________________________________________
1-Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE),
Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDM). Av. Dom Aureliano Matos, 2058,
Limoeiro do Norte – CE.
E-mail: luciafsmendes@hotmail.com
2-Professor Mestrando da Faculdade de Filosofia Dom. Aureliano Matos (FAFIDAM) – UECE
E-mail: profroberio@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO
Erros inatos do metabolismo são classificados como doenças genéticas, pois suas causas estão diretamente ligadas às alterações de moléculas protéicas importantes para o funcionamento do organismo. Os defeitos ocorridos nas proteínas podem afetar sua estrutura ou função.
Hoje os erros inatos do metabolismo são compostos por várias enfermidades, onde a maioria é herdada de maneira autossômica recessiva, apresentando-se quase sempre na infância. Dentro dos EIM existe um grupo importante relacionado às doenças lisossômicas de depósito conhecido como doenças lisossômicas(DL).
As doenças lisossômicas são causadas por deficiências enzimáticas especificas resultando em deposito anormal de substratos normais ou de seus produtos catabólicos dentro dos lisossomos (organelas citoplasmáticas que compõem o aparelho digestivo das células). De acordo com o tipo de substrato que se acumulam, as doenças lisossômicas podem ser classificadas em diferentes grupos, os principais são, enfingolipidoses, glicoproteinoses e mucopolissacaridoses.
As mucopolissacaridoses são doenças caracterizadas pelo acúmulo intralisossômico de glicosaminoglicanos (GAGs), secundário à deficiência na atividade de uma enzima lisossômica envolvida na degradação dessas moléculas. Este acúmulo anormal compromete a função celular e orgânica, levando a um grande número de manifestações clínicas, as quais são progressivas e afetam múltiplos órgãos (Vieira, 2007). Geralmente as crianças nascem sem apresentar o quadro clínico da doença, mas passam a desenvolver as características especificas após os primeiros meses da vida.
As mucopolissacaridoses podem ser classificadas em sete tipos diferentes, de acordo com a enzima que está em falta no portador da doença. As duas primeiras mucopolissacaridoses a serem reconhecidas foram a síndrome de Hunter recessiva ligada ao X, em 1917,também conhecida como MPS tipo II. Suas principais características clínicas são baixa estatura, disostose múltipla, alteração no tamanho do fígado. Apresenta aparência normal ao nascer com um crescimento excessivo nos dois primeiros anos e a síndrome de Huler autossômica recessiva mais intensa, em 1919 esse tipo de mucopolissacaridose é o mais grave que existe apresentando alterações faciais tornando a face grosseira e morte antes dos dez anos (Thompsom, 1993).
As principais alterações apresentadas por pacientes que possuem mucopolissacaridoses são opacificação de córnea, cifose tóraco-lombar, alargamento de punhos, aumento de baço e fígado, retardo mental, regressão neurológica, baixa estatura, megaencefalia, traços faciais grosseiros, abdômen protuberante e disostose múltipla (defeito de ossificação) (Genzyme do Brasil, 2002).
As características apresentadas por cada tipo das mucopolissacaridoses são bastante parecidas, sofrendo apenas algumas variações. Dependendo do tipo de mucopolissacaridose a expectativa de vida pode variar.
A mucopolissacaridose do tipo I apresenta três variações, sendo que a mais grave permite que o indivíduo viva até os 10 (dez) anos de idade. Já as outras duas possibilitam que o portador sobreviva até a idade adulta, por volta de 25 (Vinte e cinco) anos. Os outros tipos de mucopolissacaridose apresentam mudanças quanto à expectativa de vida, mas em nenhum dos casos o portador ultrapassa a faixa etária dos 30 (Trinta anos).
Para diagnosticar a doença são necessários alguns testes e exames. Segundo Micheletti (2002), primeiro é preciso haver a suspeita clínica do diagnóstico de uma MPS pelo médico e depois a realização dos seguintes exames: Triagem urinária para Erros inatos do metabolismo; dosagem de GAGs na urina; raio-x de esqueleto; polissonografia; avaliações cardíaca e oftalmológica e outras necessárias, após estes resultados. A confirmação do diagnostico é feita pela dosagem da enzima que está deficiente ou pela análise da alteração nos genes específicos da doença (mutação), o que não é disponível para todos os tipos.
Em virtude das várias manifestações clínicas descritas em todos os tipos de MPS, faz-se necessário o acompanhamento multidisciplinar (dos geneticistas ao psicólogo), para que se possa prevenir, diagnosticar precocemente as complicações e encaminhar ao tratamento, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida ao portador da MPS e apoio a família.
Com o avanço da medicina e da genética, novas técnicas de tratamento das mucopolissacaridoses vem surgindo. Até os anos 80, somente tratamentos momentâneos e não específicos estavam à disposição dos pacientes. Hoje entre os vários tratamentos podemos citar o transplante de células hematopoiéticas e a terapia de reposição enzimática.
O transplante de células hematopoiéticas é uma alternativa terapêutica utilizada como tentativa de corrigir defeitos enzimáticos desde 1979. Depois da realização do primeiro transplante em um paciente com MPS I, este procedimento tem sido uma alternativa para as doenças lisossômicas, mas embora apresente melhoras significativas em vários órgãos e sistemas, ainda tem pouco impacto na doença óssea.
A terapia de reposição enzimática fornece a enzima deficiente em cada tipo de MPS exogenamente, através de infusões intravenosas regulares de formas recombinantes das mesmas. A maior desvantagem é que a enzima fornecida intravenosamente não pode atravessar a barreira hemato-enceafálica.
De acordo com Vieira (2007) entre as futuras opções de tratamento para as MPS, podemos citar a terapia de inibição de síntese de substrato e as várias técnicas de terapia gênica. Mas apesar de todas essas técnicas, para alguns tipos de MPS ainda não existe um tratamento seguro e eficaz.
Faz-se necessário a constante busca pelas informações a cerca das MPS, possibilitando aos pacientes uma melhor qualidade de vida e uma maior expectativa de vida.
MATERIAIS E MÉTODOS.
O presente trabalho foi realizado mediante pesquisas de artigos científicos, leituras dos mesmos e de outras fontes como livros; conversas com familiares de pacientes portadores da doença e observação dos sintomas apresentados por esses pacientes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Pode-se concluir que as doenças genéticas embora estejam mais presentes no nosso cotidiano ainda existem poucas informações sobre elas, mesmo por parte de pessoas que possuem familiares com esses tipos de doenças.
Conclui-se também que as mucopolissacaridoses são doenças provocadas por uma deficiência enzimática e que para aumentar a expectativa de vida dos portadores faz-se necessário um diagnóstico precoce da doença e um acompanhamento multidisciplinar para os pacientes.
REFERÊNCIAS
MICHELLETTI, Cecília; MARTINS, Ana Maria. Mucopolissacaridoses. Manual de orientações. São Paulo, 2002. Disponível na internet.
Mucopolissacaridose I, uma doença de depósito lisossômico multissistêmica complexa(monografia da doença). Apostila retirada do endereço <HTTP://www.genzyme.com/thera/az/BR_pdf_patient.pdf>. Acesso em: 08 set 2008.
THOMPSON, Margaret W.; MICLNNES, Roderick; WILLARD, Huntington F. Genética Médica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan S.A, 1993.
VIEIRA, Tatiane Alves. História natural das mucopolissacaridoses: uma investigação da trajetória dos pacientes desde o nascimento até o diagnóstico {dissertação de mestrado}. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2007.

http://www.webartigos.com/articles/10693/1/Mucopolissacaridoses/pagina1.html. 

segunda-feira, 15 de março de 2010

MIOMA UTERINO


Enviado por Saturday, April 13 @ 17:00:32 BRT por dinho

GinecologiaSeverino R. de Figueiredo

O mioma uterino é uma patologia benigna que acomete as mulheres no período reprodutivo.Pode ser um achado num exame ginecológico de rotina, ou num exame onde a paciente procura o médico por estar apresentando sangramento acima do padrão normal do seu ciclo menstrual.


Sinonimia: fibroma,leiomioma.

Localização:

Mais frequente no corpo uterino. Em media 5% se localize no colo uterino Anatomicamente o útero está dividido em 2 partes:
a)corpo uterino
b)colo uterino.

Para efeito didático classifica-se os miomas uterinos em:

  •  Intramurais

  •  Subserosos

  •  Submucosos.

    Os que causam mais sangramento são os miomas submucosos.
    Os submucosos e os intramurais, tem relação com a infertilidade.

    Sintomas:

    Pode ser assintomático, um achado num exame ginecologico,de rotina, detectando uma formação nodular. Mas dependendo do tamanho, da localização, a paciente refere os seguintes sintomas:

  •  sangramento genital aumentado , com presença de coágulos

  •  dor pelvica.+ cólicas no periodo menstrual e pré-menstrual

  •  peso no baixo ventre

  •  constipação por compressão do intestino(porção retal)..

  •  dor no ato sexual.

  •  massa palpável no abdomem,quando em decúbito

  •  compressão da bexiga.

    Complicação.

    Como o fluxo esta aumentado , a paciente apresenta um quadro de Anemia Pode levar a abortamentos, deformidade anatômica uterina prematuridade, descolamento de placenta

    Relação com a menopausa:

    Tendem a diminuir de tamanho. Relação com a gravidez. Aumentam com a gravidez.

    TRATAMENTO.

    Clinico Cirúrgico:

  • Miomectomia(extirpação do mioma)

  • Histerectomia subtotal(retirada com útero com preservação do colo)

  • Histerectomia total(retirada do útero)


  • Embolização(preservação do útero). técnica recente. para tratamento.

    A conduta quanto ao tratamento clínico ou cirúrgico, a técnica utilizada, depende do profissional médico.




  • http://www.portaldeginecologia.com.br

    sexta-feira, 12 de março de 2010

    ANOREXIA? BULIMIA? O QUE SÃO?

    Declare Guerra aos pêlos

    Sem querer ter a pretensão ou algo parecido, hoje falarei sobre estas duas graves doenças relacionadas à alimentação. Para escrever sobre este tema fui o mais cuidadosa possível, querendo transmitir informações pertinentes e relevantes àqueles que se encontram em um planejamento alimentar e também aos que não estão.
    Para começar a falar sobre estes dois distúrbios alimentares, é necessário muito critério e seriedade.
    Tanto um como outro são motivos de muitos estudos por parte da comunidade médica mundial.
    A Organização Mundial da Saúde os classifica como "Transtornos da Conduta Alimentar", "Transtornos Mentais e do Comportamento".
    Mas, o que são? A Anorexia Nervosa é uma enfermidade mental que consiste em uma perda voluntária do peso por desejo PATOLÓGICO em emagrecer e um intenso temor à obesidade.
    O emagrecimento é conseguido com uma redução drástica da alimentação, exercícios físicos excessivos, utilização ( sem critério ou orientação médica ) de medicamentos que inibem o apetite, laxantes, diuréticos e também pela provocação de vômitos.
    Quando atingi um nível de peso, geralmente abaixo do ideal, a pessoa não consegue se ver magra e também não consegue comer mesmo que em quantidades reduzidas.
    Há uma intolerância do organismo em não aceitar alimentos e uma imagem corporal distorcida da realidade pelo psíquico.
    É classificada como uma Patologia Psiquiátrica e não tem uma única causa.
    Existem elementos biológicos, psicológicos e sociais predispostos ou não, que poderão desencadear este tipo de patologia; como interagem entre si é muito difícil apontar uma única causa.
    Geralmente as pessoas que se acometem desta enfermidade são mulheres e jovens com idades entre 14 e 18 anos.
    Por se encontrarem em uma fase muito delicada do crescimento, (onde a aceitação social muitas vezes está associada à imagem corporal, problemas existencialistas, hormonais) esta parcela da população está mais exposta e sujeita a tal manifestação patológica.
    Como a Anorexia leva à desnutrição, esta pode provocar transtornos mentais que reforçam o desejo de continuar emagrecendo, instalando-se desta maneira um terrível círculo vicioso psíquico que é muito difícil de controlar.

    Sinais e sintomas de desnutrição:
    -Perda de peso acentuada
    -Parar de crescer ( se está em fase de crescimento )
    -Menstruação escassa ou irregular, ou até a suspensão da mesma
    -Pele seca
    -Palidez
    -Tonturas
    -Queda de cabelo
    -Sensações alternadas de satisfação e "peso" após comer.

    Sintomas psíquicos:
    -Alteração de humor
    -Irritabilidade
    -Ansiedade
    -Tristeza
    -Desânimo
    -Tendência ao isolamento da família e amigos
    -Desinteresse geral.
    É necessário uma conscientização sobre esta enfermidade pois se tratada adequadamente com auxílio médico, medicamentoso e psicoterapêutico os prognósticos são muito favoráveis. Espero ter colaborado e para a próxima semana vamos falar sobre a Bulimia.
    Sonia Cristina Camargo Bessa
    Formada em Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento. Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal)




    http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/colunas/010627_psy_anorexia.htm

    quinta-feira, 11 de março de 2010

    Guia de exercícios físicos durante a gravidez


    Guia de exercícios físicos durante a gravidez

    Antes de iniciar qualquer atividade física durante a gestação procure a orientação de umobstetra e de um profissional de educação física com experiência em atividades físicas para gestantes. O acompanhamento médico pré-natal é fundamental para uma gravidezsaudável.
    Alguns cuidados simples podem ajudar no melhor aproveitamento das atividades físicas durante a gravidez.
    • Se você já estava seguindo uma rotina de atividades físicas antes de engravidar, você deve estar preparada para manter parte deste programa ao longo da gravidez. Somente profissionais especializados podem oferecer-lhe tais orientações.
    • Os exercícios não aumentam a chance de abortamento, desde que sejam realizados respeitando os limites do organismo de cada gestante e a ausência de contra-indicações para realizá-los.
    • O ideal é não deixar para começar a fazer exercícios depois de engravidar.  Mas se você está grávida e pretende iniciar a prática regular de exercícios físicos, você deve começar lentamente e ser cuidadosa para não ultrapassar os seus limites. Siga a orientação de um obstetra e de um profissional de educação física com experiência em exercícios para gestantes.
    • Escute o seu corpo. Caso seja necessário reduzir as atividades, ele vai naturalmente mostrar sinaisde que está na hora de diminuir o ritmo.
    • Nunca exercite-se a ponto de ficar exaurida ou com dificuldades para respirar. Este é um sinal de que seu bebê e você não têm suplemento suficiente de oxigênio disponível.
    • Use calçados confortáveis para fazer seus exercícios. Eles precisam dar suporte aos seus pés e reduzir o impacto nas pequenas articulações.
    • Faça intervalos e beba bastante líquido durante as atividades.
    • Evite exercícios em dias muito quentes.
    • Natação e hidroginástica são ótimos exercícios para as gestantes, mas as piscinas muito aquecidas devem ser evitadas. A temperatura da água deve estar em torno de 30°C, máximo de 32°C.
    • Evite terrenos rochosos, irregulares ou muito íngremes quando fizer atividades como corrida, caminhadas ou pedaladas. As articulações ficam menos estáveis durante a gravidez e você precisa evitar danos a elas durante este período.
    • Esportes competitivos, de contato físico com outras pessoas ou com riscos de quedas são desaconselhados.
    • Os exercícios aeróbios devem ter duração média de 30 a 45 minutos (com variações individuais), ser realizados em dias alternados e sua intensidade deve manter a frequência cardíaca entre 130 a 150 batimentos por minuto. Sempre evitar cansaço durante a realização dos treinos.
    • A musculação pode ser realizada durante a gravidez, com alguns cuidados. Evite o levantamento de pesos acima da cabeça, o excesso de carga nos aparelhos e as modalidades que sobrecarregam os músculos da região lombar. Este tipo de atividade deve ter como foco a melhoria do tônus muscular, principalmente na parte superior do corpo e abdome, mas sem exageros. Os exercícios devem ser feitos com cuidado, orientação e sem pressa.
    • Durante o segundo e o terceiro trimestres de gestação evite atividades na quais a gestante precise ficar deitada de costas, pois esta posição diminui o fluxo sanguíneo para o útero. A melhor posição para a gestante deitar é o decúbito lateral esquerdo.
    • Antes e após o programa de exercícios físicos faça alongamentos.
    • Mantenha uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e carboidratos complexos. Evite o excesso deaçúcar, principalmente açúcar refinado, e os alimentos ricos em gorduras como carnes gordas ou defumadas.
    • Respeite as horas de sono e descanso.
    • Caso sinta alguma alteração no seu corpo durante a realização das atividades físicas, pare imediatamente e procure orientação médica.

    quarta-feira, 10 de março de 2010

    ENDOMENTRIOSE

    Acometendo cerca de 10% das mulheres em todo o Mundo e diminuindo substancialmente sua qualidade de vida, uma vez que a dor pélvica é freqüente e muitas vezes incapacitante até para as tarefas mais simples, ela é considerada uma doença importante sendo inclusive objeto da realização de congressos mundiais. É a chamada doença da mulher moderna, que se vê obrigada a executar inúmeros papéis ao mesmo tempo, o que acarreta um significativo desgaste físico e espiritual.

    Quem cuida de mulheres portadoras de endometriose se depara com pessoas cansadas, entristecidas, deprimidas e muitas vezes frágeis pela dor que enfrentam. Apresentam quadros dolorosos crônicos que muitas vezes se agudizam, e que praticamente não mais respondem a analgésicos comuns o que as obriga a procurar ajuda sistematicamente para terem suas dores atenuadas. São levadas por familiares, que não sabem mais o que fazer quando as vêem com tanta dor. Estas mulheres, que já consultaram médicos das mais diversas especialidades e até mesmo muitos ginecologistas, sem terem obtido o diagnóstico de sua enfermidade, sentem-se angustiadas e ansiosas para se verem livres das dores rotineiras. A remota possibilidade de pensarem que irão senti-las novamente as deixam absolutamente desesperadas. Há também as que se sentem sozinhas em sua longa peregrinação pelos consultórios, até porque seus familiares, quase sem esperança de vê-las curadas, muitas vezes se excluem das consultas. Muitas são consideradas pessoas que inventam sintomas e até de loucas algumas são chamadas sendo submetidas a tratamento psiquiátrico para resolver a dor que “aparentemente” não tem causa física.

    A endometriose é uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

    Não pretendemos que estas páginas sejam um tratado de endometriose, até porque a Medicina ainda precisa encontrar muitas explicações para inúmeros aspectos ligados a ela. Nosso intuito é que aqui, tanto as portadoras de endometriose quanto as pessoas que com elas convivem, tomem conhecimento dos recursos terapêuticos disponíveis nos dias de hoje, além de ressaltar enfaticamente os aspectos humanos envolvidos com a mesma. Quem tem dor e sofre é um SER HUMANO e, assim sendo, deve ser CUIDADO em toda sua integralidade.
     
    Dr. Marco Antonio Lenci
    CREMESP 37.845






    Dr. Reginaldo Guedes Coelho Lopes
    CREMESP 22.980







    terça-feira, 9 de março de 2010

    Atraso de menstruação



    Atraso de menstruação
    Atraso de menstruação não significa que você esta realmente grávida, pois há garotas que em seus primeiros anos de ciclo menstrual, os atrasos são regulares e também comuns. Umas das possíveis causas do atraso de sua menstruação pode estar relacionado a períodos de estresse, infecções, baixo peso corporal, dietas exageradas, e muitas outras causas.
    Caso sua menstruação esteja atrasada a cerca de dois a três meses, por exemplo, é necessário que você procure um médico, mais especificamente um ginecologista. Você esta em dúvida se esta grávida o não? Saiba que os sintomas de gravidez variam de mulher para mulher, sendo que você pode estar realmente grávida se:
    -Teve relações sexuais com seu parceiro sem utilizar nenhum método preservativo.
    -Está com um ou mais atrasos menstruais.
    -Teve menstruação, porém em pouca quantidade.
    -Obtiver alguns dos sintomas de gravidez.
    -Em um teste caseiro o teste foi positivo.

    Quais as principais causas de atraso de menstruação

    Quais as principais causas de atraso de menstruação
    A menstruação é acontecimento natural do corpo feminino que acontece pela primeira vez por volta dos 12 ou 13 anos de idade, que é a fase em que a menina está deixando de ser uma criança para se tornar uma mulher, essa fase é denominada adolescência, onde surgem muitas dúvidas em relação aos acontecimentos do nosso corpo e muitas vezes estes acontecimentos geram dúvidas preocupantes como no caso da menstruação.
    A menstruação nada mais é do que um processo de limpeza e renovação do nosso corpo, o sangue proveniente do corpo feminino mensalmente não é causado por nenhum ferimento ou doença e sim por um processo natural da mulher, este processo é conhecido como ovulação que é quando nós trocamos os óvulos velhos que não foram utilizados para conceber um bebê por óvulos novos para que o corpo se prepare novamente para uma possível fecundação, caso este óvulo não seja novamente fecundado ele é considerado “inútil” e expelido novamente em forma de sangue, ou seja, em forma de menstruação.
    Isso a maioria já sabe, mas e quando, mesmo depois de iniciado o ciclo menstrual da mulher, a menstruação não vem? Muita gente já imagina logo gravidez, mas apenas 65% dos atrasos de menstruação indicam uma fertilização, os outros 35% acontecem por motivos totalmente variados que indicam muitas vezes uma infecção interna de algum órgão do sistema reprodutor feminino, alguma doença, problemas emocionais como estresse, raiva, depressão, disfunção hormonal, má alimentação, desordem alimentar causada por alguma doença como anorexia e bulimia, excesso da prática de exercícios físicos ou até mesmo uma reação inesperada do corpo que não precisa necessariamente indicar um problema. As mulheres são muito frágeis, por isso qualquer coisa que aconteça, seja físico ou mental, o organismo é afetado e as reações são diversas inclusive o atraso da menstruação, portanto se você tem até 16 anos e o atraso ultrapassar o tempo de três meses você deve procurar um médico, agora se você já é uma mulher com idade entre 20 e 40 anos, qualquer que seja o atraso é recomendável que se procure um médico mesmo que você não tenha uma vida sexual ativa, pois só ele poderá indicar o melhor tratamento para o problema.

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    domingo, 7 de março de 2010

    Sangue na Urina e no Esperma


    Sangue na Urina
    A presença de sangue na urina, também chamada de hematúria, não é uma doença, porém pode ser sinal de alguma. A hematúria divide-se em macroscópica (visível) (urina  vermelha ou avermelhada)  e microscópica ( urina com coloração normal, pois a quantidade de sangue é tão pequena que só é vista com auxílio de microscópio).
    O sangramento do trato urinário pode ir e vir, mesmo em casos mais sérios, portanto um médico deve ser consultado imediatamente se algum sangue for detectado na urina, mesmo que uma só vez. A hematúria microscópica só vai ser detectada em um exame de urina, porém a constatação de sangue na urina, visível ou microscópica, requer exames complementares para que se descubra a causa.
    Às vezes, pessoas com trato urinário normal apresentarão algumas hemácias (células sanguíneas vermelhas) na urina. Caso o número de hemácias seja superior a três, em dois exames independentes, uma hematúria microscópica será constatada e, conseqüentemente, exames complementares far-se-ão necessários.
    Causas:
    São muitas e distintas as causas de uma hematúria - em cerca de 25% dos pacientes a causa é uma doença que pode ser séria. Listam-se, a seguir, os fatores que mais comumente causam a presença de sangue na urina:
    • Litíase ou cálculo urinário (principalmente renal e uretral);
    • Cistites: Infecção de bexiga acompanhada de dor durante a micção e frequente necessidade de urinar. É mais frequente em mulheres do que em homens;
    • Câncer em qualquer parte do trato urinário;
    • Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que é o aumento da próstata;
    • Ferimento, contusão: uma pancada muito forte nas costas ou na lateral do tronco pode ofender os rins e causar uma hemorragia. Exercícios muito vigorosos ou corridas de longa distância podem irritar os rins e causar hematúria;
    • Medicamentos: remédios que afinam o sangue, como anticoagulantes, medicamentos contendo aspirina e antiinflamatórios não esteróides e não hormonais (usados para tratar artrite ou para aliviar a dor) também podem provocar hematúria;
    • Alimentos: Alguns alimentos, como a beterraba, tornam a urina avermelhada devido aos fortes pigmentos que contém;
    • Problemas básicos de saúde;

    Idade e hematúria:
    De recém nascidos até 6 anos de idadeHematúria visível é algo raro nesta fase da vida. Quando ocorre é provavél que seja por problemas na coagulação sanguínea, infecções no trato urinário, defeitos de nascimento ou problemas renais.
    Jovens de até 20 anos de idadeHematúria visível é algo raro nesta fase da vida. Quando qualquer forma de hematúria ocorre, a causa mais provável é uma infecção renal causada por bactérias streptocócicas.
    Entre os 20 e 40 anos de idadeHematúria visível é normalmente resultante de infecções em alguma parte do trato urinário. Tumores de bexiga ou cálculos são possíveis causadores.
    Entre os 40 e 60 anos de idadeEntre as causas sérias, os tumores de bexiga são as mais frequentes, seguidos de cálculos e inflamações. As chances de uma hematúria significar algum problema urinário grave aumenta significativamente depois dos 50 anos. Em homens, problemas de próstata são frequentes causadores de hematúria.
    Depois dos 60 anos de idadeEm homens: lesões ou aumento da próstata;
    Em homens e mulheres: tumores de bexiga e infecções urinárias são as causas mais frequentes.
    Caso o sangue na urina seja constatado, o médico fará, além do exame físico, várias perguntas a respeito da saúde do paciente. Talvez seja possível descobrir a causa da hematúria sabendo-se quando e como ela ocorre. Por exemplo, se o sangue aparece somente no início da micção, o problema provavelmente localiza-se na uretra. Caso o sangue esteja presente só nos últimos pingos, é provável que a causa esteja na próstata ou no colo da bexiga. Quando o sangue aparece durante a micção, o problema deve estar na bexiga, no ureter ou em um rim.
    Coágulos grandes e densos, sugerem um problema de bexiga, enquanto a ausência de coágulos sugere um problema no rim ou no ureter.
    Alguns exames que o médico pode pedir incluem:
    • Exame de urina;
    • Exame de cultura de urina, normalmente pedido quando se suspeita de uma infecção urinária;
    • Exame citológico de urina, no caso de suspeita de câncer de bexiga ou de rim;
    • Urografia intravenosa (IVP): muitas das desordens urinárias podem ser detectadas através deste teste;
    • Citoscopia;
    • Dipstick: teste utilizado para detectar a presença de sangue na urina.
    O tratamento da hematúria depende do que está causando o sangramento. Uma vez que o sangramento em si não é uma doença, ele só cessará quando o problema que o está causando for tratado.

    Sangue no Esperma
    Hematospermia ou presença de sangue no esperma ejaculado, acomete homens das mais variadas faixas etárias. Na grande maioria das vezes esta alteração do ejaculado ocorre sem sintoma algum, isto é, a ejaculação acontece normalmente e o indivíduo ou sua parceira(o) nota a cor anormal do líquido espermático, que pode ser do róseo ao vermelho amarronzado, com coágulos presentes ou não. O fato de ocorrer sem maiores sintomas como dor ou ardor uretral, preocupa profundamente o homem, que fica abalado com esta emissão sanguinolenta, interpretada como sinal de coisa ruim, sendo o "câncer" a maior preocupação relatada no consultório.
    Durante a consulta, procuramos acalmar o cliente e ressaltar uma verdade sobre este sinal : "intrigante mas pouco preocupante".
    A grande maioria das hematospermias acaba sem diagnóstico preciso. Para o cliente salientamos alguns fatores que podem estar envolvidos, como por exemplo a abstinência sexual prolongada. Para tranquilidade do urologista, devemos proceder a um exame físico completo antes de solicitar exames de imagem e de laboratório. Esta gama de exames servirá também para tranquilizar ainda mais nosso cliente, que procura uma causa para o ocorrido.
    Outra causa freqüente de sangue no ejaculado, são os cálculos prostáticos formados pelas bactérias responsáveis pela "prostatite" que todo homem tem, mesmo sem sintomas. A deposição de cálcio é originada pelo metabolismo do germe dentro da glândula prostática. Como neste RX, os cálculos são inúmeros e podem "machucar" a glândula, originando o sangue encontrado na ejaculação.
    Não é obrigatório o indivíduo com cálculos prostáticos ter hematospermia, mas deve-se investigar a presença destes, por ecografia ou RX.
    Raramente necessitamos "tratar" a hematospermia, que cede naturalmente como veio. Nestes casos a orientação do urologista é o melhor remédio.

    Enurese 
     
    É a eliminação involuntária de urina em crianças além da idade na qual o controle vesical é normalmente obtido. A enurese, diurna ou noturna, é considerada um sintoma e não uma doença. A idade referida acima varia de autor para autor mas está ao redor dos cinco anos de idade. Além da idade e sexo, também é importante o urologista saber com que frequência esta ocorre, condições psicológicas da criança e ansiedade dos pais quanto ao problema, hábitos higiênicos, alterações do sono, antecedentes familiares, tipo de parto, tratamentos prévios, etc...
    A enurese dificilmente tem relação com problemas psicológicos, mas traz problemas de auto-estima para seu portador. A criança enurética tem vergonha de seus amiguinhos e coleguinhas por usar fralda, afastando-se de programas onde isto pode ser revelado. Não é recomendável ao pais censurar a criança por urinar na cama ou na roupa, ou privá-la de atividades sociais, pois isto afetará ainda mais sua auto-estima.
    Uma vez diagnosticada a enurese, esta poderá ser tratada logo que a criança esteja apta a receber o tratamento, muitas vezes longo e com participação decisiva dos pais. Observamos bons resultados a partir dos seis anos de idade. A consulta é especialmente esclarecedora para os pais que quase sempre associam a enurese noturna com problemas psicológicos e neurológicos.

    Má formações congênitas
     
    São alterações da anatomia normal do aparelho urinário, diagnosticadas muitas vezes antes do nascimento da criança pela ecografia (ultrassom) pré-natal,como por exemplo, a hidronefrose. Outras somente se manifestam durante o crescimento da criança, como a varicocele no menino. Muitas delas, isoladas ou associadas a outras síndromes (conjunto de alterações características de uma doença) são incompatíveis com a vida, como a agenesia renal bilateral.
    A figura ao lado apresenta um raio X (urografia excretora) de rim em ferradura.
    A Embriologia (estudo da formação dos tecidos do organismo) nos mostra que a formação do aparelho urinário é muito interessante e complexa. Por exemplo, os rins são formados na altura em que estão no adulto, mas os ureteres são formados perto da bexiga. Ambos os cotos, dos rins e dos ureteres migram para o centro do corpo para se encontrarem, se fundirem e permitirem a passagem da urina do rim até a bexiga. Com os testículos ocorre o mesmo. São formados abaixo dos rins e migram para a bolsa escrotal por estímulo hormonal. Assim, fica mais fácil de entender porque na cólica renal, pode doer também o testículo e a raiz da coxa do mesmo lado, pois existem ramos nervosos comuns.
    A figura à esquerda apresenta o aspecto ao raio X (urografia excretora) de estenose de junção ureteropiélica  (JUP) com hidronefrose.
     
    Duplicidade incompleta do rim esquerdo
    (ureter acessório não vai até a bexiga)

    Hidronefrose
    Hidronefrose é a dilatação da pelve renal e das demais estruturas do rim (cálices) decorrente de alguma obstrução no trajeto normal da urina, que continua a ser produzida (secretada) normalmente pelo rim, mas não tem como ser eliminada (excretada). Em razão disto, o volume de urina que progressivamente aumenta dentro do rim, faz com que este se dilate, para acomodar mais líquido.
    Se esta obstrução for aguda e total, haverá dor renal (cólica renal) importante, com provável necessidade de medicação intravenosa. Se houver uma discreta obstrução, mas que prejudique o fluxo normal de urina, com na estenose congênita da junção ureteropiélica (ou pieloureteral) por exemplo, haverá um lento e discreto aumento volumétrico da pressão intra renal e de sua dimensões, que com o tempo (meses, anos....) poderá levar à destruição total do parênquima do rim afetado.
    Situações como gestação e infecções urinárias podem cursar com hidronefrose fisiológica (que vai regredir após), a primeira pela compressão ureteral pelo útero gravídico e a segunda por atonia muscular do ureter e pelve renal, pela infecção.
    Se houver dilatação também do ureter, chama-se ureterohidronefrose, comum nas obstruções abaixo da pelve renal, em qualquer porção do ureter (superior, médio e inferior), por cálculo urinário, tumores, ligaduras iatrogênicas, etc. A figura à direita apresenta um raio X com ureterohidronefrose à direita (dilatação do ureter até o rim, incluindo este), por obstrução na passagem de urina na pequena pelva,
    provavelmente cálculo ureteral.
    O diagnóstico das dilatações acima citadas é extremamente fácil, pela ecografia (inclusive antes do nascimento -  diagnóstico pré-natal) e pela urografia excretora.
    A figura à esquerda apresenta o aspecto ao raio X (urografia excretora) de estenose de junção ureteropiélica  (JUP) com hidronefrose.



    Estenose
    O termo estenose refere-se no ser humano, ao estreitamento de um órgão tubular, como a uretra, artérias, veias, intestinos, etc. Não confundir com atresia, que denota falta de desenvolvimento.
     A estenose uretral, estreitamento uretral ou ainda "calo" uretral, é a diminuição do diâmetro da "luz" (parte oca do canal) da uretra, acarretando sintomas do tipo obstrutivo, como jato urinário fraco, necessidade de fazer força para urinar, resíduo pós-miccional e ainda sintomas irritativos, como ardência ou dor ao urinar e freqüência urinária elevada.
     
    1. Área de estenose
    2. Bexiga
    3. Uretra normal
    4. Esfíncter externo
    5. Uretra prostática
    Uretrocistografia
    Vista endoscópica de estenose de uretra
    Pode ter origem traumática, como nas fraturas de bacia, quedas "a cavaleiro" ou ainda uso prolongado de sonda uretral, resultando em lesão, que ao cicatrizar poderá tornar-se uma área de estenose. A forma mais comum é ainflamatória, após doenças venéreas, como a gonorréia, mesmo anos após o tratamento.
    Seu diagnóstico pode ser realizado por uretroscopia ou uretrocistografia (RX).

    Exemplo de RX de estenoses uretrais


    Urolume
    Urolume é uma espécie de tubo feito de uma minúscula cesta metálica, que funciona como um dilatador de uma porção estenosada (estreitada - Leia em Estenose de Uretra ) da uretra masculina, geralmente, na uretra posterior. Funciona como um "stent " de coronária,  que é aquela  " molinha " que se coloca nas artérias do coração, para evitar que as coronárias fechem e o indivíduo sofra mais um enfarte.  É muito semelhante mas tem tamanho maior.  É considerado um método minimamente invasivo pois é introduzido pela uretra, sob visão direta do urologista no vídeo, sob um bloqueio anestésico (raqui ou peridural). Existem algumas possíveis complicações, como a migração para dentro da bexiga, para o esfíncter externo (deixando o indivíduo incontinente urinário até a remoção ou reposicionamento do Urolume), formação de cálculos urinários no implante Urolume e mais raramente a erosão (perfuração) da uretra.



    http://www.uro.com.br/doencas.htm